Presidente de Moçambique diz-se disponível para dialogar com líder da Renamo

Filipe Nyusi, presidente de Moçambique (Cristiana Soares)
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
(Cristiana Soares)

Assinalou-se esta terça-feira o Dia dos Heróis Nacionais em Moçambique, a cerimónia oficial tendo sido pela primeira vez presidida pelo novo presidente Filipe Niusy que se mostrou disponível para se encontrar com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

Estas declarações proferidas à margem da cerimónia assinalando os 46 anos do assassínio de Eduardo Mondlane fundador da Frelimo no poder, surgem num momento político delicado no país, com o líder da Renamo a não reconhecer os resultados das eleições do passado 15 de Outubro e a ameaçar formar um governo autónomo nas regiões Centro e Norte do país onde diz ter obtido maioria.

Apesar de ter sido assinado um acordo de cessação das hostilidades no passado 5 de Setembro, o impasse permanece entre o governo e a Renamo. Os deputados do principal partido de oposição têm boicotado a Assembleia da República, o que segundo a presidente deste órgão não o impede de funcionar e, por outro lado, as sessões de diálogo entre o executivo e a Renamo têm tropeçado nas últimas semanas sobre a questão do desarmamento e integração dos antigos combatentes da Renamo no exército e nas forças de segurança.

Face a este contexto complexo, o presidente Filipe Nyusi considerou que “está pronto” para o diálogo com Dhlakama e considerou que “o povo tem de ter a certeza de que vai viver em paz”.
Mais pormenores com Orfeu Lisboa.

De referir que por seu turno, em jeito de resposta ao Presidente, a Renamo condicionou um eventual encontro entre o seu líder e o chefe de Estado à aceitação prévia das suas exigências. Ao referir que o seu partido já indicou algumas pessoas para iniciar um processo de aproximação com o presidente, António Muchanga, porta-voz da Renamo declarou que “importante não é o encontro com o líder da Renamo, importante é acolher o que a Renamo reivindica”, ainda poucos dias depois do líder da Renamo ter prometido em comício no Sábado que iria de facto criar um governo no centro e norte de Moçambique. (rfi.fr)

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