Polícia britânica pede que manifestantes paguem por segurança em protestos

 (Olivia Harris/Reuters/VEJA)
(Olivia Harris/Reuters/VEJA)

A polícia metropolitana de Londres solicitou a diversas organizações que assumam os custos da segurança se quiserem convocar protestos na capital britânica, informou nesta sexta-feira o jornal “The Guardian” em seu site.

Os organizadores da passeata anual em favor dos direitos das mulheres “Million Women Rise”, prevista para acontecer no dia 7 de Março em Londres, disseram que a recusa da polícia em vigiar essa manifestação irá custar a eles 10 mil libras.

Nessa mesma situação está o grupo ecologista “Campaign Against Climate Change” (CACC), para quem a polícia exigiu que contratasse uma equipe de segurança particular e elaborasse por sua conta um plano de trânsito para fechar as ruas por onde eles passarem.

A corporação afirmou que não é necessário enviar homens para vigiar esses protestos dado que não representam riscos aos cidadãos.

“Não se trata de a polícia querer cobrar por seus serviços, mas rejeita que se utilize o efectivo para elaborar um plano de fencerramento de ruas e proporcionar segurança para um evento privado”, explicou o superintendente Colin Morgan.

Para o director da organização em favor dos direitos humanos “Liberty”, James Welch, a postura da polícia metropolitana londrina abre um perigoso precedente. (EFE)

 

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