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Peste em Madagascar deixa 71 mortos em seis meses, alerta OMS

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Mulher é vista em hospital de Tulear, Madagascar, em 4 de julho de 2012 (Foto de Andreea Campeanu/AFP/Arquivos)
Mulher é vista em hospital de Tulear, Madagascar, em 4 de julho de 2012 (Foto de Andreea Campeanu/AFP/Arquivos)

Pelo menos 71 pessoas morreram de peste em Madagáscar, do total de 263 casos registados desde seu ressurgimento na ilha em Setembro passado, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS), nesta quarta-feira.

A organização alerta para os riscos de propagação da doença em plena estação de chuvas.

O distrito de Amparafaravola, situado nas montanhas centrais da ilha, foi a região mais afectada.

“Casos de peste pulmonar continuaram a ser registados ao longo da primeira semana de Janeiro”, declarou a OMS, em um comunicado.

A peste é endémica nessa grande ilha do Oceano Índico, ressurgindo quase todo ano desde 1980. A epidemia se mantém circunscrita e ainda inofensiva para os turistas, garantem as autoridades locais, que criticam, desde Novembro, os cancelamentos de viagens.

Nos últimos três anos, o número de casos continuou a aumentar, tornando Madagáscar o país mais atingido por essa doença em todo o mundo.

Embora a peste tenha registado uma leve diminuição após o pico entre Novembro e fim de Dezembro de 2014, a OMS teme que a temporada de chuvas faça a doença durar até Abril pelo menos.

Em meados de Janeiro, a tempestade tropical Chedza deixou 68 mortos no país. As fortes precipitações também aumentaram o volume dos rios em bairros da capital, Antananarivo.

A OMS pediu às autoridades malgaxes que permaneçam em alerta, especialmente depois da chegada da peste a algumas favelas da capital. Até o final de Dezembro, 13 casos haviam sido registados nessas comunidades.

A doença é transmitida por pulgas e afecta, sobretudo, ratos, mas os seres humanos também podem contrair a doença, se forem mordidos por uma pulga portadora.

A forma bubónica provoca febre alta e inchaço nos gânglios linfáticos, mas pode ser tratada com antibióticos. A versão pneumónica, que afecta os pulmões, pode ser transmitida de pessoa a pessoa através da tosse e mata em 24 horas. (afp.com)

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