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Património da Moviflor rendeu 330 mil euros em leilão

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(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)

O património que restou da Moviflor foi sexta-feira a leilão. Os interessados na compra do recheio das lojas, material de armazém, veículos e da própria marca vieram de vários pontos do país. No final foram arrecadados 329.300 euros. O valor base era 285.150 euros.

O grupo Armazéns Reis SA, de Aveiro, foi o comprador da marca Moviflor, no leilão desta sexta-feira dos valores móveis da empresa insolvente. Trata-se de uma empresa de distribuição de materiais de construção. José Manuel Reis, representante da empresa no leilão, diz que ainda não sabe o que vai fazer com a marca. “Vamos pensar agora”, diz o empresário.  Mas acredita que fez um bom negócio.

“É uma marca nacional, com muitos anos no mercado, que as pessoas conhecem. Será necessário agora pegar na marca, reactivá-la e dar-lhe uma roupagem nova”, disse o empresário aos jornalistas. O grupo pagou perto de 10 mil euros pela marca Moviflor.

Entre os licitadores estava Jorge Pacheco, um empresário de Barcelos, cujo negócio é comprar o recheio de empresas insolventes. Comprou o recheio da loja do Porto e um atrelado de um camião.

“Gastei o que estava previsto”, afirmou, acrescentando logo de seguida que o cheque será entre os 50 mil e os 60 mil euros.

António Mendes foi um dos grandes licitadores do leilão da Moviflor. Trabalha para um grupo com várias empresas no estrangeiro. Gastou perto de 100 mil euros e “levou para casa” o recheio de metade das lojas. “A grande maioria dos produtos são para exportação, para empresas do grupo, e há produtos para vender no mercado nacional”, explicou.

Os lotes foram todos vendidos mas o valor arrecadado é apenas uma gota no oceano. Só aos trabalhadores a Moviflor deve perto de 15 milhões de euros. Lídia Oliveira, representante dos trabalhadores na Comissão de Credores, assistiu ao leilão atentamente. No final estava satisfeita com o resultado alcançado.

“Dentro das perspectivas que tínhamos de um leilão superou-se a expectativa”, admitiu.

Todos os valores que se apurem da liquidação da empresa são para a massa insolvente, de forma a pagar dívidas, explica a antiga funcionária da Moviflor. Só aos trabalhadores são devidos perto de 15 milhões de euros, referentes a salários, subsídios de férias e Natal e também indemnizações.

“Tanto quanto nos é dito os trabalhadores terão prioridade, inclusive em relação ao Estado e à banca”, afirma.

O próximo passo será a venda de dois imóveis, as lojas do Porto e Viseu, e a negociação dos contratos de leasing de outras unidades.

Mas Lídia Oliveira sabe que até que os trabalhadores recebam o que lhes é devido pode demorar anos.

“Para já estamos na expectativa do Fundo de Garantia Salarial”, diz a representante dos trabalhadores. (jornaldenegocios.pt)

 

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