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Nova York lembra Malcolm X no 50º aniversário de sua morte

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 Malcolm X (SMITHSONIAN NATIONAL PORTRAIT GALLERY)

Malcolm X (SMITHSONIAN NATIONAL PORTRAIT GALLERY)

Líderes religiosos, autoridades, artistas e organizações de direitos humanos recordaram neste sábado em Nova York o activista americano Malcolm X, assassinado na cidade há cinquenta anos.

O ato ocorreu em um memorial em homenagem a Malcolm X e sua mulher Betty Shabazz no Harlem, a poucos metros do local onde ele morreu, em 1965. A homenagem recordou seu legado e ressaltou a actualidade de sua luta pelos direitos humanos e dos negros.

“Estamos hoje aqui para lembrar nosso resplandecente príncipe negro, que sacrificou sua vida para podermos viver em um mundo melhor”, disse o director do Teatro Clássico do Harlem, Ty Jones, na abertura da cerimónia.

“Era apenas um homem jovem e deu tudo o que pôde para este país, para sua gente. Espero que asseguremos que isto não foi em vão”, disse Ilyasah Shabazz, uma de suas filhas, que destacou a importância de “manter vivo” o legado de Malcolm X.

Ilyasah também fez um pedido para que os pais transmitam para as novas gerações os ideais do activista.

A presidente do distrito de Manhattan, Gale Brewer, disse que o legado do líder negro e o centro que leva o seu nome lembram a todos “em que direcção é preciso ir” e a importância de trabalhar para melhorar a vida de todos e de cada morador da cidade.

O promotor de contas de Nova York, Scott Stringer, e o senador estadual Adriano Espaillat lembraram o impacto que causou em suas infâncias o assassinato de Malcolm X, e frisaram a importância de proteger sua memória.

Espaillat anunciou que na próxima sexta-feira apresentará no Senado de Nova York uma proposta nesse sentido, um passo que os defensores de Malcolm X esperam que no futuro possa se transformar em um feriado em lembrança de sua figura no estado.

O senador de origem dominicana recordou em seu discurso o histórico encontro ocorrido em 1961, em Nova York, entre Malcolm X e Fidel Castro, e destacou o momento “histórico” que se vive hoje, com o presidente Barack Obama abrindo “a porta ao diálogo com o povo cubano”, o que comprova a importância de persistir na busca de seus ideais.

Malcolm X, que ao lado de Marthin Luther King foi um dos rostos mais visíveis da luta pelos direitos dos negros nos Estados Unidos, foi assassinado a tiros em 1965, no Harlem.

Foram condenados pelo crime três membros do grupo Nação do Islão, que Malcolm X tinha deixado algum tempo antes. Nos últimos anos, no entanto, várias organizações expressaram suas dúvidas sobre os fatos de então e pediram mais esclarecimentos. (EFE)

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