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Negócio em Angola dá milhões a Santos Silva

 

Sócrates e o amigo Santos Silva têm versões coincidentes. Ambos dizem que dinheiro era do empresário do Grupo Lena (Foto: José Santos)
Sócrates e o amigo Santos Silva têm versões coincidentes. Ambos dizem que dinheiro era do empresário do Grupo Lena
(Foto: José Santos)

Explicação de Carlos Santos Silva passa por venda de empresa em Benguela. Disse ao juiz que o dinheiro era dele e não de José Sócrates.

Carlos Santos Silva afirma que ganhou os primeiros milhões com a venda de umas salinas em Benguela, Angola, onde tinha sociedade com José Paulo Bernardo, primo de Sócrates. O empresário de Leiria – preso preventivamente no mesmo processo que Sócrates – garantiu ao juiz Carlos Alexandre que foi essa a origem da sua fortuna.

Falou de um lucro de seis milhões, a que depois acresceram negócios na Bolsa. A estes elevados montantes juntavam-se ainda vários milhões que ganhou com o Grupo Lena, em que era administrador. No primeiro interrogatório judicial, em novembro de 2014, o empresário amigo de Sócrates disse que todo o dinheiro lhe pertencia. Tal como o ex-primeiro-ministro, garantiu que só fazia empréstimos ao amigo. Pretendia que este lhe pagasse, mas nunca definiram datas.

Nem montantes, já que ambos desconheciam o valor exato da dívida. José Sócrates, por seu turno, admitiu que iria vender a casa para pagar ao amigo. Mas no mesmo interrogatório, quando confrontado com outro negócio de um empreendimento de luxo em Lisboa, disse que ia vender a mesma casa para adquirir outra. À ordem do processo estão apreendidos 18 milhões de euros. Os restantes – até aos cerca de 25 milhões que representam o bolo global em causa no processo – foram gastos. Em casas, um carros, viagens ou férias.

No primeiro interrogatório, Santos Silva apenas assumiu a compra dos livros, a pedido do ex-governante. As escutas eram óbvias e o empresário reconheceu ter despendido 200 mil euros. O ex-primeiro-ministro também o justificou, dizendo que apenas pretendia responder aos pedidos dos militantes, que queriam a obra sobre a tortura em democracia. Recorde-se que, conforme o CM noticiou este sábado, Ministério Público e juízes defendem que os 25 milhões provêm de atos de corrupção. O procurador Rosário Teixeira diz que o Grupo Lena ganhou 200 milhões com Sócrates, entre 2007 e 2009, e que as luvas foram pagas pelo grupo administrado por Santos Silva. (cmjornal.xl.pt)

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