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Multitel prepara produto para MPME e reforça oferta de fibra
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Multitel prepara produto para MPME e reforça oferta de fibra

(Foto: D.R.)

(Foto: D.R.)

Empresa investiu mais de 400 milhões Kz em novas plataformas e lança oferta de fibra óptica que garante redundância total. Negócio deve crescer 11% este ano, mas plano de investimentos pode abrandar.

A Multitel vai lançar, em Março, um produto de Internet vocacionado para micro, pequenas e médias empresas (MPME), revela ao Expansão o director-geral da empresa. A oferta, garante António Geirinhas, vai surgir a “preços muito interessantes”, num ano em que se prevêem dificuldades, sobretudo em termos de investimento no alargamento da cobertura de rede.

No início desta semana, a empresa lançou uma nova solução de fibra que garante redundância total através dos serviços fibra+ links ópticos, fibra+ wimax 4G e fibra+ V-Sat. “Somos os primeiros a oferecer soluções integradas [dados, Internet e voz] com redundância total”, afirma o director-geral, explicando que este passo vem na sequência de uma aposta que já começou em 2014.

“Em 2014, ligámos os nossos principais clientes à nossa rede de fibra, e neste ano iremos generalizar esta oferta”, afirma Geirinhas, sublinhando que, também no ano passado, foi reforçada a rede core da empresa, com ligações em fibra, “ficando mais robusta e segura”.

“Para garantir maior cobertura e capacidade para os serviços de Internet e dados, investimos numa nova plataforma de satélite (sobretudo para cobrir as províncias do interior), em Luanda iniciámos a ligação em fibra óptica para os principais clientes e também a instalação da nova plataforma de banda larga Wimax 4G/LTE que entra em serviço em Fevereiro”, diz.

Em 2014, a companhia – que tem como sócios principais a Portugal Telecom (40%), a Angola Telecom (30%) e o BCI (20%) – cresceu 17,5% em volume de negócios, para cerca de 3 mil milhões Kz, revela o gestor, que adianta que o investimento nas novas plataformas ascendeu a 440 milhões Kz e que o resultado líquido atingiu os 465 milhões Kz.

“Tendo em conta que a Multitel fornece serviços essencialmente ao segmento empresarial privado e público, o ano correu razoavelmente bem, uma vez que crescemos em mais de 150 novos centros empresariais ligados à nossa infra-estrutura”, diz António Geirinhas. “O nosso target continua a ser o segmento empresarial, onde queremos manter o nosso foco e ser reconhecidos pela nossa capacidade de sermos um operador de confiança”, reforça o gestor.

A rede de fibra é “em parte” da Multitel, que muitas vezes a aluga a outros operadores, explica. “Na maior parte das situações, ela é alugada a operadores locais, numa lógica de partilha de infra-estruturas em negócio de wholesale. Compramos a grosso e ‘vendemos a retalho'”, diz António Geirinhas.

“A gestão da rede integrada é nossa e fazêmo-la através de um centro de controlo remoto inovador tecnologicamente, que nos permite antecipar problemas e resolvê- los de forma rápida”, sublinha, revelando que, no ano passado, 92,3% dos problemas foram resolvidos a nível nacional em menos de oito horas e 81,2% em menos de quatro.

Este ano, reconhece, poderá trazer algumas dificuldades de tesouraria e investimento, mas, ainda assim, a empresa estima crescer cerca de 11%, também com a ajuda dos novos produtos para micro, pequenas e médias empresas. “Julgamos que poderemos ter alguns problemas, sobretudo na gestão da tesouraria. Este facto poderá eventualmente atrasar o programa de investimentos de 2015 que tem como objectivo aumentar a cobertura nacional com as novas plataformas de banda larga”, diz o director-geral da companhia, que tem apostado, a nível interno, na angolanização de quadros.

A empresa, revela Geirinhas, tem 116 colaboradores directos e cerca de 25 indirectos, tendo contratado 19 pessoas em 2014, sobretudo para a área de engenharia operacional e área comercial. “Temos apostado sistematicamente em formar quadros angolanos para todas as áreas da empresa. Neste momento, a Multitel tem três expatriados, sendo que 60% dos directores de primeira linha são angolanos e 100% dos restantes responsáveis são quadros nacionais com uma idade média entre os 29 e 30 anos”.

Com a fusão entre a PT e a Oi, e apesar da venda da PT Portugal à Altice (ver página 15), a participação da telecom lusa na Multitel ficou na empresa brasileira, que já anunciou que quer vender os negócios africanos da antiga operadora portuguesa. Se isso se confirmar, diz Geirinhas, “é previsível” que ocorram alterações na estrutura.

Depois de, em 2014, ter regressado à Globalcom Angola 2014, entre 28 e 29 de Outubro, este ano, a empresa deverá estar representada na FILDA, na FIB, na EXPOTIC e na Africa.com, em Cape Town. “A participação nestes eventos é sempre valiosa sobretudo porque trocamos experiências e know-how operacional e de gestão com representantes de outros operadores e fornecedores”, explica o gestor. (expansao.ao)

Por: David Rodrigues

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