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Ministro do Interior quer mais rigor no tratamento de informações operativas
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Ministro do Interior quer mais rigor no tratamento de informações operativas

Ministro do Interior - Ângelo de Barros Veiga Tavares ao discursar no acto de abertura do Conselho Consultivo do MININT (Foto: Henri Celso)

Ministro do Interior – Ângelo de Barros Veiga Tavares ao discursar no acto de abertura do Conselho Consultivo do MININT (Foto: Henri Celso)

O ministro do Interior, Ângelo Veiga Tavares, considerou nesta segunda-feira, em Luanda, necessário que as informações operativas e os dados estatísticos sejam devidamente tratados, advogando a criação de plataformas modernas no seu tratamento, com recurso às novas tecnologias de informação.

Ao intervir no acto de abertura do Conselho Consultivo Alargado daquele Departamento Ministerial, informou que um grande número de crimes ocorre na família ou resulta de desentendimentos e brigas em convívios.

Esses crimes, explicou, ocorrem em locais geralmente reservados à privacidade familiar e sem presença policial, quase sempre em ambiente de ingestão de bebidas alcoólicas.

Por essa razão, aconselhou a polícia a primar por maior proximidade com a população, para garantir que seja participe da sua própria segurança e denuncie em tempo oportuno as acções marginais de que tenha conhecimento.

Adiantou que os efeitos dessa aproximação serão igualmente benéficos para a contenção da sinistralidade rodoviária, tida como dos maiores flagelos actuais em termos de mortalidade.

“As famílias e comunidades estão em condições privilegiadas de prevenir e mesmo impedir que jovens e não só conduzam alcoolizados, desencartados ou em quaisquer outras condições de risco para acidentes de viação e ajudar que crianças, idosos e outras pessoas vulneráveis façam uso correcto das vias e estradas”, expressou.

Manifestou-se, por outro lado, regozijado com o trabalho desenvolvido pelos distintos órgãos do seu departamento ministerial em 2014, pois permitiu garantir estabilidade social e tranquilidade necessária para as pessoas e instituições dedicar-se normalmente aos seus afazeres.

Segundo o ministro, as estatísticas apontam que em 2014 houve uma redução de cerca de 2,7 porcento do número de crimes relativamente ao ano de 2013, mas ainda continuam a ser elevados os crimes mais violentos.

Fez saber que foi árduo o trabalho que resultou no esclarecimento de vários crimes, muitos dos quais já tornados públicos e do recente desmantelamento de uma perigosa rede de malfeitores, composta por cidadãos nacionais e estrangeiros.

Adiantou que o grupo de malfeitores operava em Luanda, Benguela, Huíla, Huambo e Cunene, praticando assaltos a bancos, estaleiros de construção civil, homicídios voluntários, roubos de viaturas e violações.

“Tal situação nos coloca diante de eventuais perfis criminológicos de novo tipo e que carecem de estudos e devida caracterização para o seu adequado enfrentamento e combate”, sublinhou.

Com término previsto para terça-feira, o Conselho reúne responsáveis dos órgãos centrais e delegados provinciais do Ministério do Interior que, entre outros, balanceiam actividades desenvolvidas pelo órgão em 2014 e perspectivam outras acções. (portalangop.co.ao)

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