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Isabel no centro do furacão

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(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)

Américo Amorim, Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, Artur Santos Silva e Fernando Ulrich sabem do que falo e Paulo Azevedo, pelos vistos, também, e agora será a vez de Ignacio Álvarez-Rendueles, pelos espanhóis do La Caixa.

Estes empresários e gestores têm em comum o facto de se cruzarem nos negócios com Isabel dos Santos, o que, já se viu, é tudo menos fácil.

A empresária angolana tem vários investimentos em Portugal, que passam por parcerias com grupos nacionais, e os factos mostram-nos quão exímia tem sido na defesa dos seus interesses.

Se não vejamos. Isabel dos Santos controla em Portugal, com Fernando Teles,o Banco BIC. Esta instituição nasceu de uma aliança com Américo Amorim, mas recentemente o empresário português vendeu a sua posição.

Algumas notícias deram conta de desentendimentos que, segundo dizem, se estendem também à Galp. A petrolífera é controlada pela Amorim Energia, na qual, mais uma vez, se juntam Isabel dos Santos e Américo Amorim. A vontade angolana terá sido estancada, até aqui, por um acordo parassocial que protege Amorim das investidas de Isabel dos Santos, não se sabe até quando.

Agora, as telecomunicações. Isabel dos Santos e a PT são sócias na Unitel e há anos que existe um diferendo sobre uma dívida desta operadora à PT no montante de 245 milhões de euros, por dividendos não pagos. Até hoje, Isabel dos Santos não pagou .

Mesmo durante a fusão entre a PT e a Oi a empresária chegou a dar o ar da sua graça através do anúncio de uma OPA, que acabou, porém, por não sair do papel. Neste setor, Isabel dos Santos tem ainda uma parceria com um outro grande grupo português, a Sonae. A fusão entre a Zon e a Optimus, que deu origem à NOS, também não foi simples, mas a tensão parece surgir agora num outro negócio que une os mesmos parceiros – a abertura dehipermercados Continente em Angola.

O grupo liderado por Paulo Azevedo veio criticar, em voz alta, a saída de dois dos seus altos quadros por, alegadamente, se terem passado para o grupo de Isabel dos Santos. A aliança para os hipermercados em Angola foi feita em 2011, mas quatro anos depois ainda não há um Continente naquele país. Isabel dos Santos também tem interesses no setor da distribuição em Angola.

E basta. A agressividade negocial de Isabel dos Santos deve ser, por tudo isto, a grande preocupação do La Caixa e de Ignacio Álvarez-Rendueles, o pivot dos espanhóis para as negociações necessárias no âmbito da OPA sobre o BPI. A empresária tem mais do que uma palavra a dizer no negócio e pode, assim, comprometer o êxito da oferta espanhola, a tentativa de compra do Novo Banco pelo BPI, bem como outras ambições que o La Caixa possa ter para Portugal. É obra. Ela está onde menos se espera.

NOS “CONFORTÁVEL” COM ACCIONISTA ISABEL DOS SANTOS
A NOS está “confortável” com o acionista angolano, diz Miguel Almeida, CEO da operadora.

O gestor comentava a questões sobre se o conflito aberto entre a Sonae e Isabel dos Santos em torno dos dois gestores chave no negócio da distribuição, Miguel Osório e João Seara, que terão sido contratados pela empresária angolana para um projeto na área de distribuição em Angola tinha afetado as relações com Isabel dos Santos, que detém metade da Zopt, veiculo que controla a NOS com 50,1%, com a Sonae.

Em Angola, a Sonae tinha estabelecido antes de ser conhecida a fusão uma parceria com a Condis de Isabel dos Santos para o lançamento dos Continente neste mercado.

“Sempre o dissemos e volto a dizer, não comentamos sobre temas de acionistas”, começou por dizer Miguel Almeida, quando questionado pelo Dinheiro Vivo. “O que posso dizer é que ontem tivemos a reunião do conselho de administração para entre outros assuntos debater os resultados de 2014 e o que sentimos do conselho de administração é um apoio unânime a este projeto o que nós dá um enorme conforto”, diz o gestor

Em Angola, a NOS também tem uma parceria com Isabel dos Santos na Zap, onde tem 30%. A operadora teve um contributo positivo para as contas da NOS, tendo contribuído com 16 milhões de euros para os cerca de 75 milhões de euros de lucros da empresa. Ou seja, passou de uma fatia de 3,9%, para 13,9% dos resultados, destacou o CFO José Pedro Pereira da Costa.

Os canais premium de cinema também aumentaram em 13% o número de subscritores, com um contributo de Angola. Questionados sobre se, dado o atual momento económico em Angola – a braços com o impacto da redução dos preços de petróleo – André Almeida, administrador, desvaloriza. “Estamos completamente confortáveis com a posição que temos neste mercado”, diz, lembrando que o Governo de Angola já aprovou Orçamento de Estado para fazer face a esta situação. “O contributo da Zap para as contas consolidadas do grupo é só uma ínfima parte”, diz. “A Zap tem uma aposição muito forte em Angola e tem capacidade para enfrentar os desafios que possam surgir”, garante. (dinheirovivo.pt)

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