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Hollande e Merkel demonstram união e querem permanência da Grécia na zona do euro

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A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, durante coletiva nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015. (REUTERS/Pascal Rossignol)
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, durante coletiva nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015.
(REUTERS/Pascal Rossignol)

O presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, almoçaram juntos nesta sexta-feira (20) no Palácio do Eliseu, em Paris. Oficialmente, os líderes se reuniram para organizar a próxima reunião do G7, mas as crises da Grécia e da Ucrânia dominaram as conversas.

Angela Merkel declarou que os europeus se dotaram de mecanismos de assistência financeira e continuarão a ajudar a Grécia, inclusive o governo da Alemanha. No mesmo dia em que os ministros das Finanças do Eurogrupo se reúnem em Bruxelas para avaliar o pedido de extensão do pacote de resgate solicitado por Atenas, Merkel afirmou que a proposta grega precisa ser “retrabalhada”, antes de ser levada para apreciação do Parlamento alemão na semana que vem.

Poucas horas antes da reunião do Eurogrupo e do almoço no Palácio do Eliseu, a revista alemã Der Spiegel levou nervosismo às bolsas europeias ao afirmar que o Banco Central Europeu já prepara planos de emergência para garantir a integridade da zona do euro na perspectiva da saída da Grécia da união monetária.

Na conferencia de imprensa de Hollande e Merkel, o presidente francês negou ter conhecimento desse cenário e reafirmou que a Grécia deve ficar na zona do euro.

Merkel reconheceu que os gregos fizeram sacrifícios importantes nos últimos anos. A chanceler conservadora admitiu que a situação ainda é difícil, sobretudo em relação ao mercado de trabalho, mas há sinais de recuperação da economia grega e por esta razão a Alemanha defende a continuidade da política actual de controle dos gastos públicos.
A austeridade fiscal é rejeitada pelo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras. Ele quer aumentar o salário mínimo e lançar um pacote de medidas expansionistas.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também excluiu a saída da Grécia da zona do euro. “Eu considero a Grécia como um membro permanente da família do euro”, declarou o luxemburguês em Bruxelas. “Não haverá saída da Grécia”, acrescentou.
Ucrânia

As violações do cessar-fogo no leste da Ucrânia também foram comentadas pelos dois líderes. Hollande e Merkel insistiram na “aplicação completa dos acordos de Minsk”, assinados pelas partes envolvidas no conflito. Os chefes da diplomacia da Ucrânia, Rússia, França e Alemanha vão se reunir na próxima terça-feira em Paris para avaliar os avanços no compromisso.

A Ucrânia celebra hoje o primeiro aniversário do movimento pró-ocidental da praça Maidan (Liberdade), em Kiev. Os protestos derrubaram o antigo regime apoiado por Moscovo. Mas as comemorações acontecem em clima de guerra: o governo ucraniano afirma que cerca de 20 tanques russos e dez lança-mísseis atravessaram a fronteira russo-ucraniana nesta manhã e se dirigem para a cidade de Novoazovsk, a leste do porto de Mariupol. A cidade portuária está nos planos de conquista de Moscovo depois de Debaltseve, que caiu nas mãos dos separatistas na quarta-feira. (rfi.fr)

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