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Hollande e Merkel apresentam a Putin acordo de paz para Ucrânia

A chanceler Angela Merkel e os presidents russo, Vladimir Putin, francês, François Hollande, e ucraniano Petro Poroshenko durante um encontro em outubro de 2014. (AFP Foto / GIUSEPPE CACACE)
A chanceler Angela Merkel e os presidents russo, Vladimir Putin, francês, François Hollande, e ucraniano Petro Poroshenko durante um encontro em outubro de 2014.
(AFP Foto / GIUSEPPE CACACE)

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, estarão nesta sexta-feira (6), em Moscovo, e tentarão convencer o presidente russo, Vladimir Putin, a aceitar uma solução diplomática para o conflito separatista no leste da Ucrânia. Esta manhã, uma trégua temporária foi adotada em Debaltseve, foco dos combates nos último dias, para a retirada de feridos. Mas a ofensiva diplomática franco-alemã quer uma trégua definitiva.

De acordo com Hollande, essa nova proposta para resolver o conflito no leste da Ucrânia garantirá a “integridade territorial da Ucrânia”. O texto também faz um alerta para a Rússia: os dias de negociação estão contados e a “opção diplomática não pode ser prolongada indefinidamente”.

Segundo informações publicadas na quinta-feira pelo jornal alemão, Süddeutsche Zeitung mas que foram rapidamente desmentidas pelo governo, esse plano prevê ainda um “acordo de cessar fogo imediato” com os rebeldes pró-russos. Mas a contra partida é que os separatistas teriam um grau de autonomia maior em um território mais amplo do que as áreas ocupadas por eles actualmente.

A presidência ucraniana indicou durante a noite, depois de várias horas de negociação, que a iniciativa franco-alemã “leva à esperança de um cessar fogo” para um conflito que em dez meses já teria deixado ao menos 5.300 mortos, a maioria civis.

Além dessa iniciativa franco-alemã, os Estados Unidos também se movimentam nos bastidores. O governo norte-americano estaria estudando o envio de armas para reforçar a defesa do exército ucraniano.

Mas, em visita a Kiev, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse que não há nenhum projecto imediato de entrega de armas. Para Washington, ainda é preciso insistir mais na “via diplomática”. Barack Obama está analisando todas as opções sobre a mesa e tomará “em breve” uma decisão, garantiu Kerry.

Trégua para retirada de civis

A urgência para a encontrar uma solução para o conflito é ilustrada actualmente pela cidade de Debaltseve, controlada pelo exército ucraniano, mas cercada pelas tropas rebeldes.

Na manhã desta sexta-feira, uma trégua de algumas horas foi observada para permitir a retirada de civis que estão no meio do fogo cruzado. Nas últimas 24 horas, pelo menos um soldado morreu, segundo fontes militares. (rfi.fr)

 

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