Governo ucraniano quer que UE e NATO critiquem separatistas por violar trégua

(Sergei Supinsky/AFP)
(Sergei Supinsky/AFP)

O gabinete da presidência da Ucrânia pediu nesta terça-feira que a União Europeia (UE) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) condenem os rebeldes pró-Rússia por violar o cessar-fogo, negociado na semana passada.

Agências de notícias russas citaram Valery Chaly, chefe da administração presidencial ucraniana, dizendo que Kiev quer que a UE e a NATO “condenem resolutamente” os separatistas por violarem os acordos intermediados por líderes europeus.

Já o comandante rebelde Vladimir Kononov declarou à televisão russa que a maior parte da cidade de Debaltseve, um importante entroncamento ferroviário do leste ucraniano, estava sob controle rebelde e pediu que as tropas ucranianas se rendessem. “A única escolha é deixar os armamentos para trás, baixar as armas e renderem-se”, afirmou.

O Ministério da Defesa da Ucrânia informou que um grupo de seus soldados foi emboscado e feito prisioneiro em Debaltseve, mas não informo quantos foram capturados. Por outro lado, o Ministério negou que os rebeldes tenham tomado o controle da cidade e afirmou que os combates ainda aconteciam no local.

O anúncio da tomada da cidade pelos rebeldes aconteceu após violentos confrontos aparentemente concentrados em Debaltseve, cidade controlada pelo governo e cercada pelas forças rebeldes que dos dois lados querem que esteja sob seu domínio. A questão foi ficou resolvida com o acordo de cessar-fogo negociado na semana passada pelos líderes da Ucrânia, Rússia, Alemanha e França.

Os rebeldes disseram que estavam a ponto de começar a retirada de seus armamentos pesados de alguns pontos da linha de frente. O oficial militar rebelde Eduard Basurin anunciou pela televisão que “nós tomaremos a iniciativa” e que a retirada de armamento pesados a da linha de frente seria iniciada, embora não tenha informado o cronograma.

O governo ucraniano, porém, insiste que um amplo cessar-fogo seja colocado em prática antes de retirar seus armamentos. (Associated Press)

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