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Georges Chikoti: Complexidade das relações internacionais exigem diplomacia mais actuante

Ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti (Foto: Rosário dos Santos)
Ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti (Foto: Rosário dos Santos)

A ascensão de Angola a membro não permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a crescente complexidade das relações internacionais vão exigir do país uma diplomacia mais actuante no interesse da paz e do progresso de África e do Mundo, disse hoje, em Luanda, o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti.

Ao discursar na sessão de abertura da VI reunião de embaixadores, Georges Chikoti acrescentou que a filosofia e experiência de resolução de conflitos e a liderança regional de Angola irão contribuir para que este órgão internacional coopere mais estreitamente com as organizações regionais, encorajando a participação destas nas suas deliberações de defesa e segurança.

Segundo o ministro, o continente tem vivido , nos últimos anos, situações de conflito em certas regiões que começam a por em causa a própria noção clássica de Estado
como responsável pela organização e pelo controlo social.

Gradualmente, explicou, começa-se a verificar a desintegração dos estados. “Não podemos ignorar o que se passou na Somália, na Líbia, Egipto, Sudão, RCA e
agora a intensificação do terrorismo na Nigéria”.

Georges Chikoti disse ainda que a recorrência do uso de meios anti-constitucionais,a intervenção estrangeira, assim como o terrorismo religioso para impor agendas políticas
de fins inconfessos e as dificuldades provocadas no processo de resolução das crises criadas, constituem motivo de preocupação, uma vez que estão a desafiar princípios
fundamentais de paz e segurança defendidos pela União Africana e pela Organização das Nações Unidas.

O responsável pela diplomacia angolana, disse também que os países devem saber defender os seus interesses nacionais e preservar a sua soberania e independência,
privilegiando formas pacíficas e inclusivas para dirimir conflitos e ultrapassar eventuais diferendos, dentro do respeito pela lei.

A sessão de abertura da VI Reunião de embaixadores, cujo termino está previsto ainda para o dia de hoje, contou com as presenças dos ministros da Comunicação Social, José
Luís de Matos, e da Cultura, Rosa Cruz e Silva, do Secretário de Estado do Ministério do Interior para os Assuntos Prisionais, Bamoquina Zau, da Deputada Exalgina
Gmboa, presidente da III Comissão da Assembleia Nacional, bem como do Chefe dos Serviço de Inteligência e de Segurança do Estado (SINSE), Eduardo Octávio, entre outros
convidados.

Durante a reunião os diplomatas angolanos vão efectuar uma avaliação das actividades desenvolvidas pelos órgãos centrais e externos do Mirex no âmbito do seu Programa de
Acção de 2014, análise e aprovação do Plano de Acção do corrente ano.

Os diplomatas vão ainda analisar a estratégia sobre o melhoramento da imagem de Angola no Exterior e o documento sobre eventuais riscos de terrorismo no país, assim como farão
uma abordagem do desempenho do país no Conselho de Segurança da ONU durante os próximo dois anos. (portalangop.co.ao)

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