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França: Dominique Strauss-Kahn senta-se no banco dos réus, quatro anos após escândalo sexual em Paris

(AFP)
(AFP)

Quase quatro anos após ter sua carreira política arruinada por um escândalo sexual nos Estados Unidos, o ex-director do FMI Dominique Strauss-Kahn apresentou-se nesta segunda-feira ante um tribunal francês que deve julgá-lo por proxenetismo agravado.

De terno preto e gravata, o ex-número um do Fundo Monetário Internacional compareceu ao tribunal, com olhar sério e as mãos nos bolsos, ao lado de seu advogado Henri Leclerc, segundo imagens transmitidas pela televisão.

Acusado de ser o principal beneficiário e instigador das noites libertinas em Paris e Washington, Strauss-Kahn, por muito tempo favorito para as eleições presidenciais de 2012 na França, corre o risco de ser condenado a dez anos de prisão e a uma multa de mais de um milhão de euros.

O ex-ministro socialista de 65 anos é levado ao banco dos réus junto a outras treze pessoas: policial, advogado, empresários, e até mesmo um cafetão, “Dodo la Saumure”.

O depoimento de Strauss-Kahn, apelidado de DSK, deve acontecer na próxima semana. O julgamento deve durar ao menos três semanas.

Desde o amanhecer, dezenas de meios de comunicação, franceses e estrangeiros, aguardam em frente ao palácio da justiça para comentar esta nova aventura judiciária, dita “Caso Carlton” (nome de um hotel de luxo da região parisiense de Lille), deste que foi um dos mais poderosos do planeta.

A defesa de Dominique Strauss-Kahn não mudou: tratará seu cliente como um adepto da libertinagem, e não de prostitutas, que desconhecia a qualidade das jovens mulheres que participaram das noites.

“É realmente querer nos fazer acreditar que ele é ingénuo”, declara Jade, uma das prostitutas interrogadas durante a investigação, particularmente severa contra DSK, segundo uma fonte judiciária.

O advogado de Jade, Gérald Laporte, pedirá que as audiências sejam a portas fechadas. Três cenários são possíveis: o pedido ser aceito, recusado ou conceder um uma sessão privada.

Jade é uma das duas únicas prostitutas a ser convocada nesta primeira fase do julgamento, mas duas outras desejam ser convocadas, segundo uma associação que as apoia.

‘Rei da festa’

Os juízes estimaram, ao fim da instrução, que DSK não poderia ignorar que as mulheres a ele apresentadas eram prostitutas remuneradas e, além disso, que as noites eram organizadas especialmente para ele, o “rei da festa”.

O gosto extremo deste ex-ministro por mulheres já havia destruído sua carreira política.

O caso Carlton teve início paralelamente ao escândalo de Nova York, quando uma camareira do hotel Sofitel o acusou de estupro.

Imagens de DSK algemado e cercado de policiais rodaram o mundo. O caso terminou com um acordo financeiro confidencial entre o acusado e a camareira, Nafissatou Diallo.

Desta vez, ante o tribunal de Lille, ele terá sua vida sexual exposta ao público.

A investigação preliminar no escândalo Carlton foi aberta pela polícia judiciária de Lille, após denúncias anónimas. Os investigadores se concentram na frequentação do hotel Carlton e do hotel de Tours, onde René Kojfer, relações públicas do Carlton, é suspeito de contratar prostitutas para satisfazer alguns clientes.

Ele “nunca gastou um centavo”, afirma seu advogado, Hubert Delarue.

A polícia grampeou o celular de René Kojfer, e desta forma descobriu vários nomes, incluindo o de Dominique Strauss-Kahn.

Os investigadores passaram a monitorar uma rede de personalidades suspeitas de contratar os serviços de jovens mulheres colocadas à disposição pelo responsável das relações públicas. Entre eles, David Roquet, um empresário, e Fabrice Paszkowski, um empreiteiro especializado em material hospitalar.

Esses dois homens fazem parte de um círculo libertino, ao qual se juntam Jean-Christophe Lagarde, um policial, e Dominique Strauss-Kahn.

Segundo a acusação, os quatro homens se encontravam regularmente para tais noitadas no norte da França, mas também em Paris ou Washington, sede do FMI, onde três viagens foram organizadas quando DSK ainda dirigia a organização.

Nesta segunda, o caso pode ganhar ainda mais atenção, com a exibição pela emissora Canal+ de um documentário que afirma que escutas telefónicas de vários protagonistas do caso Carlton foram realizadas por nove meses, entre Junho de 2010 e Fevereiro de 2011, antes da revelação do escândalo de Lille. (afp.com)

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