FNLA confirma congresso ordinário para fim-de-semana

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O IV congresso ordinário da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) vai realizar-se de 13 a 15 deste mês, em Luanda, sob o lema “ Honremos a memória de Holden Roberto para uma FNLA indivisível”, confirmou hoje, quarta-feira o porta-voz do partido.

Segundo Laíz Eduardo, em conferência de imprensa, o conclave vai debater a revisão dos estatutos, a situação política e social do país, a realização de eleições autárquicas e perspectivas para a participação no próximo pleito eleitoral.

Está ainda prevista a eleição do presidente do partido, entre quatro candidatos, nomeadamente Lucas Benghy Ngonda, que concorre a sua própria sucessão, José Fernando Fula, Fernando Pedro Gomes e David José Manuel Martins.

Disse que o fórum vai contar com mil 501 delegados, 321 dos quais vindos da ala de Ngola Kabangu, que contesta a liderança do actual líder, Lucas Ngonda.

Laíz Eduardo enalteceu as iniciativas e aberturas do presidente da FNLA para o diálogo e a unificação do partido, que não têm sido correspondidas.

Lembrou que em Julho realizou-se o fórum de reflexão sobre o futuro do partido durante o qual foi aceite o alargamento do comité central com a inclusão dos membros do ex-conselho político nacional, liderada por Ngola Kabangu, desde que reconhecessem a actual direcção, mas a proposta foi recusada.

“Não existem alas nem partes no seio da FNLA. Há apenas indivíduos que reclamam por estatutos que não lhes merece”, disse acusando Ngola Kabangu de não ter projecto político para o partido e para o país. “Ele quer ser presidente a todo custo, sem o mínimo respeito a normas”.

Questionado se as querelas internas não ameaçavam a existência do partido, o porta-voz respondeu não haver actualmente perigo de extinção “porque há uma maior compreensão da realidade”, que evita a manipulação.

Acusou a ala de Ngola Kabangu de atacar e vandalizar as instalações onde funciona a direcção do partido, tendo atentado contra a integridade física de dirigentes que aí se encontravam e até de rasgar a bandeira.

Informou ter sido accionada uma queixa-crime contra os mandantes e executores, devidamente identificados.

Laíz Eduardo afirmou que a direcção da FNLA compromete-se a trabalhar em prol da unidade do partido, mesmo depois do IV congresso ordinário.

Contradição

Numa outra conferencia de imprensa realizada igualmente hoje, os militantes da FNLA da ala de Ngola Kabango decidiram não participar ao congresso deste partido, convocado pelo presidente Lucas Ngonda, alegando a recusa do diálogo para pôr fim às divergências ainda existentes.

De acordo com o coordenador da comissão para o diálogo interno da FNLA, Nimi a Simbi, caso não haver concertação entre as duas alas, haverá a possibilidade de “boicote” do congresso marcado para sexta – feira próxima, mas sem ser necessário usar actos de vandalismo.

Referiu que, Lucas Ngonda até ao momento nega-se a manter um diálogo de concertação para pôr fim aos conflitos internos e divergências que podem levar a FNLA para o abismo, na arena política nacional.

” Há 18 anos que estamos na busca de soluções definitivas e os nossos irmãos não têm demonstrado nenhuma receptividade às nossas propostas de reconciliação e se continuarmos neste estágio, o partido nem sequer estará preparado para concorrer às eleições de 2017″, disse. (portalangop.co.ao)

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