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Exército nigeriano afirma que matou mais de 300 combatentes do Boko Haram

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    Bandeira do grupo islamita Boko Haram tremula em um posto de controle abandonado, na cidade nigeriana de Gamboru (Foto de Stephane Yas/AFP)
Bandeira do grupo islamita Boko Haram tremula em um posto de controle abandonado, na cidade nigeriana de Gamboru (Foto de Stephane Yas/AFP)

O Exército nigeriano afirmou nesta quarta-feira ter matado mais de 300 combatentes do Boko Haram, ao retomar esta semana o controle da cidade de Monguno, no estado de Borno (norte), que, em 25 de Janeiro, caiu nas mãos dos islamitas.

“Mais de 300 terroristas foram mortos e alguns foram capturados. Várias armas e equipamentos também foram apreendidos”, declarou o porta-voz do Ministério da Defesa, Chris Olukolade, em um comunicado.

As informações fornecidas pelo exército nigeriano sobre os prejuízos infligidos aos islamitas são geralmente difíceis de confirmar de forma independente.

Membros de milícias de autodefesa contactados pela AFP nesta quarta-feira confirmaram que a cidade de Monguno foi reconquistada e que houve grandes perdas.

Os militares encontraram cinco tipos diferentes de veículos blindados, um canhão antiaéreo, cerca de 50 caixas de morteiros e oito tipos de metralhadoras diferentes. Eles destruíram cinco lança-foguetes RPG, 50 caixas de munição e 300 motocicletas, segundo o porta-voz.

“Dois soldados morreram e dez ficaram feridos durante as operações”, acrescentou Olukolade.

Ele indicou que a operação durou dois dias e que a retomada de Monguno e de uma dúzia de aldeias vizinhas se deu na segunda.

Boko Haram havia tomado em 25 de Janeiro a base militar e o arsenal de Monguno, localizada a cerca de 130 km de Maiduguri, capital do estado de Borno.

Foi em Maiduguri que nasceu, em 2002, o movimento do Boko Haram, uma seita que se transformou em 2009 em grupo islâmico armado após a execução extrajudicial de seu líder pelas forças nigerianas.

Na segunda-feira, o exército anunciou “uma operação militar em coordenação com ataques aéreos”, o que lhe permitiu “expulsar os terroristas de Monguno e de seus arredores”.

Segundo o exército, durante a batalha, o grupo islâmico tentou se abastecer com armas e alimentos na cidade de Baga, ao norte de Monguno, sob controle islâmico desde 3 de Janeiro.

O exército nigeriano cita frequentemente vitórias sobre Boko Haram, quase sempre desmentidas por testemunhas.

Mas a recuperação confirmada de Monguno marca um novo recuo dos islamitas, combatidos por soldados de três países vizinho da Nigéria: Camarões, Níger e Chade.

E no final da tarde de terça-feira, a caminho de Maiduguri, o exército chadiano enfrentou combatentes do Boko Haram, matando vários deles, de acordo com uma fonte militar chadiana. (afp.com)

 

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