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EUA formam técnicos em energia solar

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(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)

No quadro do apoio a Angola na reforma do sector eléctrico, o governo dos EUA prevê também financiar, em Março, um estudo sobre as formas de ligação da rede entre Norte, Sul e Centro.

Um número não determinado de técnicos angolanos será formado, em Junho próximo, pela embaixada dos EUA em Angola, em soluções modernas sobre energia solar, visando a electrificação das zonas rurais, avançou a chefe da diplomacia norte-americana no País, Helen La Lime.

A embaixadora, que falava no First Friday Club, um convívio entre executivos organizado pela Câmara de Comércio EUA- -Angola (USACC) todas as primeiras sextas-feiras de cada mês, disse que a iniciativa se enquadra no apoio ao esforço do País em reformar o seu sector eléctrico.

“Não lhe posso avançar o número concreto hoje, mas posso dizer que é um grupo que vai ser formado em energia solar. Mas mais importante que o curso são os estudos que estamos a fazer e o apoio que estamos a dar para a conexão da rede eléctrica entre várias zonas do País”, referiu La Lime, questionada pelo Expansão sobre as metas do programa de formação.

A diplomata revelou que, até Março, o Departamento de Estado vai financiar um estudo de engenharia sobre como Angola pode ligar as suas redes do Norte, Sul e Centro, mas não especificou o valor do financiamento. “Uma vez conectadas [as regiões], Angola poderá beneficiar de uma rede eléctrica mais estável e eficiente, que vai impulsionar a produtividade e o emprego”, disse, explicando que empresas como a General Electric e a APR Energy “já estão a contribuir para estes esforços”.

Por outro lado, a embaixadora Helen La Lime defendeu que as soluções para os desafios económicos de 2015 e dos próximos anos “estão nas mãos dos angolanos”, particularmente nas dos empresários. O sector público, afirmou, “tem um papel a desempenhar, mas são as mulheres e os homens de negócios que devem fazer a economia crescer”.

Empresários devem ter maior acesso ao capital

De acordo com a diplomata, o governo de Barack Obama quer uma ligação entre os sectores privados de Angola e dos Estados Unidos mais forte e mais abrangente. Neste âmbito, prosseguiu, é necessário “dar um melhor conhecimento aos investidores” norte-americanos “sobre as oportunidades existentes em Angola para que as parcerias no sector privado se criem”.

A representante da administração Obama acreditada em Angola defendeu maior acesso dos empresários nacionais ao capital, aos parceiros e aos bens para que a economia cresça e se diversifique. “É importante ter em mente que tanto os parceiros estrangeiros como os angolanos necessitam de um ambiente de negócios que promova a inovação, o que significa dizer que precisam de um clima competitivo”, notou, acrescentando que o povo angolano também precisa de um “mercado dinâmico que incentive as empresas a reduzir os preços ao consumidor”.

Segundo a diplomata, um ambiente de negócios competitivo pode estimular um tipo de economia diversificada, que permita aos países protegerem-se das crises que afectam todas as nações. Enquanto parceiro estratégico de Angola, sublinhou, “os EUA querem ajudar na promoção deste tipo de ambiente que combate a pobreza e estimule a economia”, garantiu.

Como uma acção protagonizada pelo seu Governo no sentido de aumentar o volume das trocas comerciais entre os dois países, Helen La Lime apontou a Lei para o Crescimento e Oportunidade de África (AGOA), um programa que facilita a entrada de cerca de seis mil categorias de produtos angolanos nos Estados Unidos, livres de taxas. Indicou também que, através da Ex-Im Bank, os EUA estão a apoiar o comércio com um valor de 1.000 milhões USD, dentro e fora da indústria petrolífera, para promover o crescimento de Angola. “Isto inclui o financiamento da aquisição de nove dos 13 Boeings da TAAG”, lembrou. (expansao.ao)

Por: Francisco de Andrade

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