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EUA: acordo com Cuba e lista sobre terrorismo são temas separados
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EUA: acordo com Cuba e lista sobre terrorismo são temas separados

(Foto de Adalberto Roque/AFP/Arquivos)

(Foto de Adalberto Roque/AFP/Arquivos)

O processo de restabelecimento das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba será mais fácil, se a questão sobre a retirada da ilha da lista de países promotores do terrorismo for tratada em separado – avaliou uma fonte de alto escalão do Departamento de Estado.0

“Será muito fácil restabelecer as relações, se não houver uma relação entre as duas coisas. São dois processos separados”, comentou a fonte consultada pela AFP, pedindo para não ser identificada.

No governo americano, “estamos avançando tão rápido quanto podemos na revisão” da permanência de Cuba nessa lista, na qual Havana aparece desde 1982, revelou.

“Temos a esperança de completar o processo muito rápido, mas não vejo como podemos relacioná-lo com o restabelecimento das relações diplomáticas”, desconversou.

Nesta sexta-feira, representantes de Estados Unidos e Cuba se reúnem na segunda rodada das conversas bilaterais para avançar no processo de normalização dos laços diplomáticos.

A histórica decisão de reaproximação foi anunciada em 17 de Dezembro passado por ambas as capitais.

Na questão da lista, porém, a posição americana contrasta claramente com a do governo cubano.

“Seria uma contradição” restabelecer relações diplomáticas e que a ilha permaneça nessa lista, declarou nesta quarta-feira Gustavo Machin, número dois do departamento para os Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores de Cuba.

Machin faz parte da equipe que negocia a normalização das relações entre os dois países e que se reunirá com seu colega em Washington para a segunda rodada de negociações nesta sexta.

Segundo ele, a abertura de embaixadas antes da Cúpula das Américas no Panamá, em 10 e 11 de Abril, como Washington quer, “dependerá dos Estados Unidos”.

Outra solução esperada por Havana nessas negociações é a regularização do acesso bancário de sua representação em Washington, suspensa há mais de um ano, e que causa grande transtornos para seu funcionamento.

O funcionário afirmou que sua delegação participa das negociações com “espírito construtivo”, elogiando o fato de os Estados Unidos aceitarem sua proposta de incluir no diálogo o tema dos direitos humanos.

Os Estados Unidos pedem, por sua vez, a liberdade de circulação de seus diplomatas em Havana, livre acesso dos cubanos à sua embaixada e a normalização das actividades diplomáticas.

Machin ressaltou que a delegação cubana insistirá na observância dos princípios do Direito Internacional e da Convenção de Viena, que regulam esses aspectos.

Realizada em Havana em 22 de Janeiro, a primeira rodada de negociações foi chefiada pela secretária de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, e pela directora do departamento para os Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Josefina Vidal.

Ambas também lideram suas respectivas delegações nesta sexta. (afp.com)

 

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