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Economista aponta soluções para mitigar efeitos da redução do preço do petróleo

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Manuel Nunes Júnior - Presidente da 5ª comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional (Foto: Pedro Parente)
Manuel Nunes Júnior – Presidente da 5ª comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional (Foto: Pedro Parente)

A implementação coordenada de políticas pela administração pública e a manutenção da estabilidade de preços, para alcançar os objectivos em curto prazo, foram apontadas esta quinta-feira, em Luanda, pelo economista Manuel Nunes Júnior como medidas para travar o efeito da redução do preço do petróleo no mercado internacional.

De acordo com o também presidente da 5ª Comissão da Assembleia Nacional de Economia e Finanças, que falava numa Conferência sobre a “Queda do Petróleo no Mercado Internacional” promovida pelo Fórum Angolano de Jovens Empreendedores, a revisão do Orçamento Geral do Estado e da programação macroeconómica para 2015 é uma das saídas encontradas pelo Estado para mitigar a situação.

Acrescentou que deve haver rigor na reavaliação da estimativa da receita petrolífera com preço médio inferior a 81 USD previstos por barril, bem como a manutenção da inflação num só digito, entre 7 a 9 %, redução das despesas públicas em relação às do OGE 2015, aumento das receitas não petrolíferas (tributárias e patrimoniais) são outras medidas indicadas pelo Executivo angolano.

Disse que o país poderá continuar a ter crescimento positivo ao redor dos 4 a 75, assim como a protecção dos programas do sector social e a diversificação da economia.

Segundo o responsável, destinar recursos do fundo nacional do desenvolvimento e mobilizar fontes de financiamento privadas internas para apoiar projectos empresariais, no sector produtivo não mineral e de serviços mercantis (agricultura, pescas, indústrias, comércio, transporte, logística, hotelaria e turismo) são também opções para a situação.

Referiu que a queda do preço do petróleo no mercado internacional tem implicações na economia nacional, embora o peso do sector tenha vindo a baixar de cerca de 60 porcento em 2002 para 30% em 2014.

De acordo com Manuel Júnior, o sector não petrolífero já é de aproximadamente 70 porcento e 95% das exportações de Angola dependem do petróleo (a moeda externa que o país obtém sai fundamentalmente do petróleo).

“Haverá pois uma diminuição das divisas do país e, por conseguinte, haverá uma pressão sobre as reservas cambiais, devido às importações”, afirmou o economista.

Segundo o especialista, para enfrentar a redução do preço do petróleo, são necessárias medidas de austeridade, para garantir a estabilidade do país e a continuação do processo de crescimento e de criação de emprego.

Para si, há que acelerar o processo de diversificação da economia nacional para diminuir a sua vulnerabilidade e as oscilações do preço de petróleo no mercado internacional. (portalangop.co.ao)

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