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Benguela: Cruz Azul aposta na sensibilização dos moto-taxistas sobre medidas de segurança rodoviária
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Benguela: Cruz Azul aposta na sensibilização dos moto-taxistas sobre medidas de segurança rodoviária

Castilho Singelo, director-geral da Cruz Azul de Angola (CAA) (Foto: José Honório)

Castilho Singelo, director-geral da Cruz Azul de Angola (CAA) (Foto: José Honório)

A ONG Cruz Azul de Angola pretende, este ano, trabalhar com as escolas de condução e a Polícia de Viação e Trânsito, para sensibilizar os moto-taxistas a frequentarem aulas de condução para o uso correcto da via, cumprindo as medidas de segurança, como o uso obrigatório de capacete e a ultrapassagem pela esquerda.

Esta intenção foi manifestada hoje, segunda-feira, a Angop, pelo director-geral da organização, Castilho Singelo, afirmando que aos “kupapatas” será dado especial atenção devido ao facto de revelarem débil informação e formação sobre o uso das vias.

Castilho Singelo disse que os moto taxis são constantemente flagrados sem capacete, a fazer ultrapassagens perigosas e a desrespeitar a sinalização luminosa, criando embaraços ao trânsito automóvel e causando acidentes.

Para além desta acção, acrescentou, a Cruz Azul pretende criar núcleos de segurança rodoviária nas escolas de ensino primário, para educar as crianças a travessar a estrada, evitando que sejam atropeladas.

“Temos estado a priorizar acções que visam a mudança de atitudes e comportamentos, através de sensibilização interpessoal e distribuição de material informativo para reforçar a capacidade dos automobilistas de se absterem do excesso de velocidade, respeitando de uma vez por todas o Código de Estrada”, sublinhou.

Segundo o responsável, em 2014, cerca de 35 mil cidadãos, na maioria automobilistas e moto-taxistas, beneficiaram de cartilhas desdobráveis com mensagens sobre a prevenção de acidentes rodoviários, distribuídas pela Cruz Azul de Angola (CAA), em parceria com as autoridades policiais.

Disse que 100 activistas estiveram envolvidos na campanha de distribuição de cartilhas nas províncias de Benguela, Huíla, Huambo, Bié e Cuanza Sul, com o objectivo de sensibilizar os utentes das vias para a redução dos actuais índices de sinistralidade rodoviária, tida como a segunda causa de mortalidade no país, logo a seguir à malária.

Explicou que a iniciativa atingiu zonas de maior concentração populacional nessas províncias, como mercados informais, paragens de táxis, autocarros e de moto-taxistas, vulgos kupapatas, que foram sensibilizados para a redução, quer do consumo de bebidas alcoólicas, quer do excesso de velocidade, apontadas como uma das principais causas de acidentes rodoviários, tal como a ultrapassagem pela direita, manobras perigosas, a não cedência de prioridade, a falta de iluminação das vias e a existência de buracos em alguns troços.

O director-geral da Cruz Azul em Benguela acrescentou que a campanha pretendeu atingir o maior número possível de cidadãos nestas províncias, já que os beneficiários das cartilhas são geralmente exortados a replicar a mensagem para outras pessoas, tornando-se também activistas desta causa de âmbito nacional.

Em 2014, segundo um balanço das autoridades policiais, registou-se uma redução de 32 mortes do total de acidentes registados face a 2013, o que demonstra, para o responsável da Cruz Azul, que as pessoas começam a ter maior consciência e um comportamento cívico no uso das vias.

De acordo com o director, este quadro fortalece o ânimo e o compromisso da Cruz Azul e parceiros para continuarem a trabalhar juntos para que, este ano, as campanhas tenham melhores resultados na perspectiva do combate à sinistralidade rodoviária, com o envolvimento de vários actores da sociedade.

Falando da perigosidade do consumo de álcool, o responsável citou o caso de um acidente ocorrido no Cubal, em que um automobilista com fortes indícios de embriaguez, confundiu o pedal de aceleração com o de travão, perdendo o controle da viatura e atropelando mortalmente um motoqueiro, no momento em que decorria uma campanha de sensibilização. (portalangop.co.ao)

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