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Atentados matam ao menos 35 pessoas na Nigéria

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Soldados do Chade fazem uma patrulha na cidade nigeriana de Gamboru, na fronteira entre os dois países (Foto de Stephane Yas/AFP)
Soldados do Chade fazem uma patrulha na cidade nigeriana de Gamboru, na fronteira entre os dois países (Foto de Stephane Yas/AFP)

Ao menos 35 pessoas morreram nesta quinta-feira em dois atentados suicidas contra pontos de ónibus nas cidades de Biu e Jos, no nordeste e no centro da Nigéria, enquanto o presidente Goodluck Jonathan visitava Baga, onde em Janeiro morreram centenas de pessoas em um ataque do Boko Haram.

O primeiro ataque deixou ao menos 18 vítimas fatais, quando um homem-bomba detonou seus explosivos, enquanto outro atacante morreu baleado pelas forças de segurança antes de accionar seu explosivo.

Segundo um membro de uma milícia de autodefesa entrevistado pela AFP, Babagana Kyari, “ao menos 18 pessoas, incluindo três mulheres, morreram (…) e várias outras ficaram feridas”.

Este balanço foi confirmado por Ali Dauda, um habitante que testemunhou o atentado, similar a muitos outros realizados nas últimas semanas por islamitas do Boko Haram.

Os dois suicidas chegaram ao terminal de ónibus de Tashar Gandu, onde um accionou seus explosivos em meio a passageiros e vendedores pouco antes das 16H00 locais (12H00 de Brasília), informaram testemunhas.

Eles se passaram por comerciantes que deixavam Biu após fazer compras no mercado central, explicou à AFP Babagana Kyari.

O segundo atentado foi cometido no terminal rodoviário de Jos. Duas explosões atingiram o local, deixando 17 mortos, segundo fontes militares e testemunhas.

Jos, capital do estado de Plateau, tem sofrido repetidos ataques do Boko Haram.

Estes ataques ocorreram depois que 51 pessoas morreram em dois diferentes ataques na terça-feira, um em Kano, a cidade mais importante do norte do país e outro em Potiskum, um ponto central do comércio no Estado de Yobe.

Após a série de ataques, o governo emitiu uma advertência para reforçar a vigilância em parques, escolas e mesquitas.

Desde 2009, o grupo extremista Boko Haram é responsável por mais de 13 mil mortes. Nas últimas semanas, os militantes têm avançado rumo a países vizinhos, aumentando temores de uma crise regional.

Visita presidencial

Em 3 de Janeiro passado, os combatentes do grupo jihadista Boko Haram tomaram a localidade de Baga, um porto de pescadores nas margens do Lago Chade, em um ataque no qual, segundo organizações de direitos humanos, morreram centenas de pessoas e várias aldeias próximas foram incendiadas, e que possivelmente tenha sido o pior ataque realizado pelo grupo jihadista.

“Fui para visitar as comunidades devastadas pelos excessos do Boko Haram”, declarou o presidente nigeriano, cujo exército conseguiu recuperar no sábado a cidade.

A tomada de Baga foi parte da contra-ofensiva impulsionada pela Nigéria, com o apoio de seus países vizinhos, Níger, Chade e Camarões, para estabilizar a região.

O governo de Jonathan havia sido muito criticado por ser incapaz de frear o avanço do Boko Haram no nordeste do país, onde os jihadistas começaram a lançar ataques contra os países vizinhos.

Após a visita, Jonathan disse à imprensa em Maiduguri, capital do Estado de Borno, no noroeste do país, que queria ver ele mesmo o que havia ocorrido e prometeu que logo acabará a ofensiva do grupo.

Nesta semana Jonathan afirmou que a tendência havia mudado para o grupo, cuja ofensiva deixou 13.000 mortos e cerca de 1,5 milhões de refugiados.

As eleições presidenciais e legislativas na Nigéria, inicialmente previstas para 14 de Fevereiro, foram adiadas para assegurar que os comícios ocorram sem perturbações. (afp.com)

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