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Assassinato de Humberto Delgado teve o aval de Salazar – historiadora
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Assassinato de Humberto Delgado teve o aval de Salazar – historiadora

(Diário Digital)

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A historiadora Irene Pimentel acredita que o assassinato de Humberto Delgado, há precisamente 50 anos, por uma brigada da PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), teve o aval do então primeiro-ministro, António de Oliveira Salazar.

“É muito importante referir o papel de Salazar, porque nós não podemos pensar jamais que a PIDE era um Estado dentro do Estado. A PIDE tinha muita força, (…) mas respondia à tutela, que era o Ministério do Interior, sendo que o ministro do Interior era sempre um ministro relativamente fraco, porque Salazar não podia ter grandes competições. Em última análise, tudo o que era importante ser feito dentro da PIDE tinha o aval de Salazar”, afirmou a historiadora à Lusa a propósito do homicídio do general Humberto Delgado.

A 13 de fevereiro de 1965, Humberto Delgado e a sua secretária Arajaryr Campos foram assassinados perto de Badajoz, por uma brigada da PIDE chefiada por Rosa Casaco, que o atraiu a este local convencido de que se ia encontrar com militares oposicionistas.

Para a historiadora, que escreveu a “História da oposição à ditadura 1926-1974”, a partir de 1962 “há uma célebre reunião com os principais elementos da PIDE em que decidem neutralizá-lo”. Esta neutralização, na versão dos elementos da polícia política do regime do Estado Novo, após o seu homicídio, referia-se apenas a prendê-lo e sujeitá-lo a julgamento.

Uma argumentação que não convence a historiadora para quem “havia quase de certeza já também em parte da brigada que ia para esta operação [designada Operação Outono] e na direção da PIDE, especialmente Barbieri Cardoso, havia já uma ideia de pura e simplesmente eliminá-lo, ou seja, de assassiná-lo como de facto aconteceu”. (Diário Digital com Lusa)

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