Américo Amorim desmente ligação ao caso Swiss Leaks

O empresário Américo Amorim já veio desmentir as contas no HSBC. (Foto: Hernâni Pereira)
O empresário Américo Amorim já veio desmentir as contas no HSBC.
(Foto: Hernâni Pereira)

Desde segunda-feira já se sabia que havia 611 clientes com ligações a Portugal no âmbito da lista do Swiss Leaks. Fonte oficial ligada a Américo Amorim negou ao Dinheiro Vivo que o empresário estivesse nesta lista, referindo que “essa informação é absolutamente falsa”, uma vez que “Américo Amorim não é cliente do referido banco”.

O jornalista angolano Rafael Marques denunciava que Américo Amorim e a Espírito Santo Activos Financeiros (ESAF) estavam entre os clientes com contas no banco HSBC até 2007.

Américo Amorim surgirá na lista com 5,8 milhões de dólares, segundo a informação publicada no portal “Maka Angola”, do jornalista Rafael Marques, que pertence ao Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação  (ICIJ, na sigla anglo-saxónica). Umainformação já desmentida pelo empresário português.

ESAF também é destacada na lista, como maior depositante institucional português. A gestora, que pertence ao Grupo Espírito Santo,totaliza depósitos de 350 milhões de dólares, através de duas sociedades, segundo a mesma fonte. No entanto, esta gestora de ativos do Novo Banco também já desmentiu que tenha aplicações no HSBC e que desconhece a outra sociedade referida no mesmo artigo.

No entanto, os três clientes individuais com maiores montantes depositados no banco britânico são desconhecidos. Sílvia Ruivo Caçador, de Vila Real, tem 252,7 milhões de dólares registados. De Castelo Branco surge Joaquim António Amaro da Cruz, com 223 milhões de dólares de depósitos. Por último, de Santos-o-Velho, Rosa Maria Pinho Amaro da Cruz, surge com 185,9 milhões de dólares.

Isolados, estes depositantes acumulam 661,6 milhões de dólares. O que corresponde a mais de dois terços (68,3%) do montante total registado no HSBC. Os 611 clientes com ligações a Portugalregistaram um total de 960 milhões de dólares em depósitos,   segundo os dados publicados pelo ICIJ.

início desta investigação remonta a 2008, quando Hervé Falciani, um informático e ex-trabalhador da filial do HSBC em Genebra, forneceu vários documentos ao governo francês. O jornal “Le Monde” teve entretanto acesso a parte da informação e partilhou-a com o ICIJ.

Os jornalistas que integram este consórcio analisaram mais de 60 mil ficheiros, alguns dos quais com informações que indiciam que o banco tinha conhecimento de práticas ilícitas de alguns dos clientes. No entanto, o ICIJ faz questão de ressalvar que não pretende “sugerir ou presumir que quaisquer pessoas ou empresas ou entidades mencionadas nos dados da informação revelada tenham violado a lei ou tenham tido outro tipo de conduta imprópria”. (dinheirovivo.pt)

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