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Statoil paga para parar exploração em Angola

(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)

A Statoil ASA vai pagar 35,3 mil milhões Kz (350 milhões USD) para cancelar um contrato de exploração em Angola dois anos antes do previsto, após perfurações decepcionantes de poços. Esta decisão da empresa norueguesa está também ligada a uma estratégia de redução dos investimentos.

A Statoil vai assumir este custo, que abrange o fim da perfuração por parte do navio Stena Carron, a partir de segunda-feira passada, e outros serviços até ao final do ano, anunciou a empresa em comunicado.

O contrato de 70,6 mil milhões Kz (700 milhões USD) foi concebido inicialmente para durar até ao final de 2016, de acordo com o website da Stena Drilling Ltd., uma unidade da Stena AB. “A exploração do primeiro poço da Statoil teve resultados decepcionantes”, referiu a empresa com sede em Stavanger, Noruega, acrescentando que, apesar disso, a empresa ainda vê algumas perspectivas na área reservada à Statoil: “É necessário mais tempo para avaliar os resultados bem como amadurecer novas perspectivas antes de decidir sobre actividades futuras”, adiantou.

A Statoil suspendeu quatro explorações e cancelou uma quinta no mar da Noruega neste ano, depois de a empresa, controlada pelo Estado norueguês, ter travado os investimentos de forma a aumentar o retorno aos accionistas, após uma década de aumento dos custos. Trond Omdal, analista da Pareto Securities, diz que, embora a Statoil perca 35,3 mil milhões Kz pelo cancelamento da exploração em Angola, vai poupar nos custos de operação da parte remanescente do contrato.

“A Statoil tomou esta decisão com o objectivo de baixar as despesas e proteger os dividendos”, adiantou. O cancelamento das explorações do navio-sonda Stena Carron também ilustra como os resultados de exploração da Statoil, neste ano, têm decepcionado em comparação com os anos anteriores.

A empresa contabilizou mais de 52,2 mil milhões Kz (3,5 mil milhões de coroas ou 517 milhões USD) em prejuízos no terceiro trimestre, relacionados com os resultados de exploração, incluindo o campo Dilolo ao largo de Angola. “Não é um grande negócio”, disse Andre Baustad Benonisen, analista do Danske Bank A / S, em Oslo.

A decisão da Statoil de cancelar o navio-sonda Stena está mais relacionada com a avaliação do potencial de exploração do que com a necessidade de cortar investimentos, disse Benonisen. A exploração em Angola foi cancelada após a perfuração de um segundo poço ao largo, chamado Jacaré. Um porta-voz da empresa, Knut Rostad, recusou-se a dizer quanto pouparia cancelando a plataforma agora, em vez de usá-la para todo o período do contrato.

A Statoil vai agora assumir uma paragem no seu programa de exploração na bacia do Kwanza, embora esteja a participar noutros quatro poços na área, um deles a ser perfurado pela Total, no bloco 40. A Genel Energy, parceira da Statoil nos poços Dilolo e Jacaré, disse em comunicado separado que não está a planear mais nenhuma perfuração nos blocos 38 e 39.

A companhia petrolífera da Noruega manteve a sua orientação para 2014, em que as despesas de exploração orgânica não poderão ultrapassar os cerca de 351,3 mil milhões Kz, incluindo os custos do poço seco Jacaré. (expansao.ao)

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