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C4 Pedro e Big Nelo-B4: “Não fazemos música para Angola, fazemos música para o mundo”

A dupla de sucesso B4: Big Nelo e C4 Pedro. (Foto: D.R.)
A dupla de sucesso B4: Big Nelo e C4 Pedro. (Foto: D.R.)
A dupla de sucesso B4: Big Nelo e C4 Pedro.
(Foto: D.R.)

Vítimas do seu próprio sucesso, Big Nelo e C4 Pedro garantem que o projecto B4 está para durar pelo menos até depois do Verão de 2015. Depois dos sacrifícios a que os músicos se auto-sujeitaram para alcançar o êxito com Los Compadres, o disco gravado a dois, aceitando reduzir substancialmente os cachets e promovendo o projecto como se fossem dois músicos em princípio de carreira (e estamos a falar de Big Nelo, membro fundador do primeiro grupo de rap angolano, os SSP; e de C4 Pedro, um dos mais populares cantores angolanos da nova geração), querem agora colher os frutos do trabalho que fizeram.

Depois de um concerto esgotado no Campo Pequeno, em Lisboa, no passado mês de Maio – espectáculo editado em CD e DVD – e de uma passagem pelo Festival Meo Sudoeste no Verão, os B4 voltam a actuar hoje em Portugal, desta vez na mais mítica sala de espectáculos da capital portuguesa, o Coliseu dos Recreios. Prometida é a presença de Rita Pereira, a musa do videoclip de “É Melhor Não Duvidar” que já teve dez milhões de visualizações no YouTube.

Comecemos pelo sucesso do “É Melhor Não Duvidar”, dez milhões de visualizações isso dá um país inteiro como Portugal.

C4 Pedro (C4) – A ficha acabou de cair agora. Ter dez milhões de pessoas a cantar o “É Melhor Não Duvidar” à nossa frente, acho que o palco cai (risos).

Big Nelo (BN) – Claro que esses dez milhões de visualizações devem ser, vamos supor, dois milhões de pessoas no mundo inteiro. De qualquer maneira, é um sucesso que nós não estávamos à espera. Há videoclips nossos que demoram um ano, dois anos, para terem cinco milhões, seis ou sete. E neste temos dez milhões de visualizações em seis meses. É muito superior àquilo que acontece com os nossos álbuns individuais. Acho que foi a música certa, no momento certo, com a actriz certa [Rita Pereira]…

C4 – No estúdio certo…

BN – A produção certa; o videoclip também foi certo. Eu acho que as coisas só são um sucesso quando tudo se encaixa ao mesmo tempo. Além disso, recebemos esse carinho especial do público português que deve ser o grande consumidor desta música. Não temos dúvida que uma boa parte destes dez milhões de visualizações pertencem a Portugal. Claro que em Cabo Verde, Angola, Moçambique, nos sítios em que fazemos shows, as pessoas também acedem à internet mas deve-se muito a Portugal. Esta música acaba por ser uma febre para as crianças, para os adolescentes, para os mais velhos, sentimos isso cada vez que vamos à televisão, à rádio, e temos o feedback das pessoas. E quando a cantamos nos concertos, é um verdadeiro delírio.

 Quem é que compôs a canção?

BN e C4 – Os dois.

Quando acabaram de compor sentiram que tinham um sucesso entre mãos?

C4 – Mais o Big Nelo.

BN – Eu tive mais esse feeling. O C4 não estava muito convencido: “Ok, mais uma música fixe.” Mas eu tinha o feeling que esta era a música do álbum – a melodia, o refrão, a música soavam bem. Normalmente, quando gravamos, eu fico sempre a ouvir o álbum e esta é daquelas músicas que quando acabam dá vontade de recuar logo, não cansa. Está bem estruturada. Esperava que fosse um sucesso mas não esperava que fosse este sucesso. Que fosse a febre que é em Angola e a nível internacional. Independentemente de sermos músicos angolanos, quando vamos para o estúdio não fazemos música para Angola, fazemos música para o mundo e a música angolana tem estado a conquistar outros mercados porque os músicos estão a pensar assim. Nós, o Anselmo [Ralph] e outros, quando estamos a fazer um álbum não estamos a pensar em Luanda ou em Benguela, olhamos para nós como músicos internacionais. Essa é a visão que se deve ter, se queremos levar a bandeira do país para fora, temos de estar dentro dos parâmetros internacionais, qualidade, videoclips, tudo o que engloba o mercado de hoje, cada vez mais agressivo, principalmente em termos de imagem. Se vais pensar só em Angola, às vezes, acabas a tocar só no Cazenga (risos). Hoje Angola é moda, as pessoas já conhecem, principalmente o kizomba, que já é uma música universal, então, tem de se pensar no mundo. Essa deve ser a visão – que não começou connosco, começou com o cota Bonga, com Teta Lando, etc.

C4 – Às vezes ouvimos alguns fãs angolanos a reclamar: “Agora só fazem shows fora, quando é que vão voltar aqui?” A música angolana tem sofrido uma mutação muito forte, como diz o Big Nelo, estamos a fazer música internacional, o que faz com que os músicos angolanos já não sejam só músicos para Angola. Podemos ter uma tournée pelo mundo que nos pode levar a estar fora três, quatro meses. Por ser uma coisa nova, sentimos que o povo ainda não está habituado a ver os seus músicos a fazer sucesso fora. “Será que nos estão a abandonar, agora que já são grandes?” Não é isso, apenas temos mais fãs e temos de estar onde eles estão. Além disso, não podemos fartar, quando estamos a dar espectáculos na Europa, sabemos que estamos a criar uma saudadezinha em África. Somos agora artistas do mundo.

A ideia que dá é que este projecto foi todo muito bem pensado antes de começar.

“A estratégia que delineámos foi a certa e hoje sentimos que valeu a pena o sacrifício para atingirmos o sucesso” | Foto DR

C4 – Pensámos muito no projecto B4. Começámos a idealizar a cena, a ver os prós e os contras. A partir do momento em que decidimos avançar, tudo foi muito natural.

BN – Natural entre aspas, porque houve muito sacrifício da nossa parte…

C4 – Exactamente.

BN – As pessoas não estavam à espera que fosse funcionar. Nós é que pensávamos que sim.

C4 – O mais difícil foi decidir: avançar ou não avançar, depois fomos correndo; em termos de produção, não sentimos muita pressão. O facto de termos abdicado das nossas carreiras a solo acabou por fazer com que os nossos fãs não tivessem escolha: se querem ver o Big Nelo têm de ver o Big Nelo e o C4 Pedro; se querem ver o C4 Pedro têm de ver o C4 Pedro e o Big Nelo. Mas as pessoas perguntavam-se se o cachet não seria muito alto e nós dissemos: “Não, estamos a começar, temos de fazer muitos sacrifícios, baixar os nossos cachets.” Independentemente de ter o Big Nelo, que tem mais de 20 anos de carreira, e o C4 Pedro, que estava a ter bastante sucesso, tivemos de cair na real, como dizem os brasileiros: B4 era um produto novo. Tivemos de começar mesmo a gatinhar.

O Big Nelo tem sucesso desde o princípio dos anos 1990, com os SSP; o C4 Pedro, naquela altura, estava a ter grande sucesso; como é que estas duas pessoas decidem que o melhor é juntar-se?

BN – Houve uma música do C4 Pedro, o single do último trabalho discográfico dele, “Calor e Frio”, em que eu participei e como tínhamos lançado os dois álbuns na mesma data, e pertencemos os dois à LS Republicano, havia uma questão estratégica de sempre que eu tivesse disponibilidade dar o meu apoio no “Calor e Frio” e quando tínhamos shows em que estávamos os dois, fazíamos sempre questão de ser um a seguir ao outro, para eu poder cantar a última música com ele e depois ficar em palco. E as pessoas foram sentindo essa química e nós também, claro, fomos nos apercebendo que as pessoas gostavam nos ver os dois em palco. Fizemos essa digressão durante o ano todo de 2012 praticamente. As pessoas iam cobrando, B4, B4 – até o nome B4 veio das pessoas – e, em meados de 2013, achámos que o mercado precisava de uma lufada de ar fresco. Tínhamos lançado discos em 2011, em 2013 era altura de lançar o próximo trabalho e se fosse um disco de Big Nelo, um disco de C4 era qualquer coisa que as pessoas já estavam à espera. Os dois juntos, seria ao mesmo tempo inédito e muito arriscado – se não fosse um sucesso iria ser mau para duas carreiras a solo. Não existe uma fórmula certa para o sucesso, podia dar errado, mas arriscámos muita coisa, como disse o C4 Pedro – olhámos para o projecto como se fôssemos artistas que estavam a começar. A estratégia que delineámos foi a certa e hoje sentimos que valeu a pena o sacrifício para atingirmos o sucesso. Sentimo-nos felizes, porque além dos fãs do C4 Pedro e os fãs do Big Nelo, hoje existem mesmo os fãs dos B4. Agora, claro, o desfecho dos B4 vai criar outro problema.

“A estratégia que delineámos foi a certa e hoje sentimos que valeu a pena o sacrifício para atingirmos o sucesso”  (Foto: D.R.)
“A estratégia que delineámos foi a certa e hoje sentimos que valeu a pena o sacrifício para atingirmos o sucesso”
(Foto: D.R.)

“Problema grave” do sucesso

Se havia esse risco do fracasso ser mau para carreira dos dois, agora há o risco do sucesso não vos deixar ter uma carreira a solo. Como é que vão resolver isso?

BN – É um problema grave.

É um problema grave mas sempre é melhor do que se tivesse sido um fracasso.

(Risos) BN – Esse é o mal menor. O fracasso iria abalar mesmo as duas carreiras.

C4 – Agora não estamos muito preocupados com isso. Estamos é a viver cada dia. Estamos trabalhando no projecto B4 e, depois, no momento de retornar à carreira a solo, não será: acabou o projecto B4 hoje e amanhã começou a carreira a solo. Não. Vamos ter de pensar de novo, pensar uma nova táctica, com novos condimentos.

Mas é verdade que tinham um contrato estabelecido até Setembro e o prolongaram? Até quando?

C4 – Pensámos que a primeira fase iria ser de sacrifício, de promoção. A primeira fase era esta e precisámos de um bom ano e agora, sim, estamos a colher os frutos. Não poderíamos parar o projecto no momento em que estamos a colher os frutos.

BN – Surgiram os contratos com a Unitel, com a Sony – para lançar o disco em Portugal – e essas empresas não queriam um projecto que fosse acabar depois de um mês. E o que nos dizem na LS Republicano é “B4 é uma certeza, os vossos álbuns a solo são uma incerteza, podem funcionar ou podem não funcionar, então é melhor ficar com aquilo que sabemos que dá certo do que começar a inventar filmes”. Sabemos como é o mundo da música.

Quer dizer que vamos ter B4 ainda por algum tempo? Durante 2015?

BN – Durante 2015 ainda vão ter B4 de certeza absoluta. Não vamos esticar a coisa até os B4 estiverem a entrar na cova (risos), vamos pensar muito bem, porque tem de ser um fim que não prejudique as carreiras a solo de cada um. Sabemos que não será fácil, vai deixar alguns fãs tristes.

Haverá single com duas ou três músicas novas em 2015

Com Rita Pereira “foi um casamento perfeito, bom para os dois lados”. (Foto: D.R.)
Com Rita Pereira “foi um casamento perfeito, bom para os dois lados”.
(Foto: D.R.)

Têm concertos já marcados para 2015?

BN – Para Angola, para Portugal, para Moçambique, para tudo o que é canto. Temos concertos até Março, mais várias propostas para o Verão na Europa. É complicado dizer: “Não, não vamos fazer.” Estamos a pensar, se realmente tivermos de esticar até ao Verão, em fazer um single com duas ou três músicas só para poder sustentar o sucesso até lá, porque sabemos que o “É Melhor Não Duvidar” não vai aguentar até ao próximo Verão. Temos de arranjar duas ou três músicas para criar o feeling.

C4 Pedro – Para criar dúvida (risos).

E já andam a trabalhar nisso?

BN e C4 – Já, já.

C4 – Somos uma equipa muito à frente. Sete mil pessoas a trabalhar só no staff (risos).

BN – Já temos, já temos. Uma das músicas já está quase pronta, as outras estamos a pensar. Mas isso será lá mais para Janeiro.

E tem nome a canção pronta?

BN – Nome até tem mas ainda é segredo.

Vá lá uma novidade para o Rede Angola…

BN – A novidade é mesmo para depois, porque é complicado, damos o título, depois roubam o título (risos).

Com Rita Pereira “foi um casamento perfeito, bom para os dois lados”. | Foto DR

Será que é desta vez, no Coliseu dos Recreios, que a Rita Pereira vai subir ao palco para cantar? No Meo parece que o microfone dela falhou.

BN – Aquilo é mesmo só para fazer o swag.

C4 – É mesmo para olharem para ela (risos).

BN – Ela tem um público muito grande, foi, realmente, uma mais valia para o videoclip do “É Melhor Não Duvidar”, não temos dúvidas em relação a isso. Porque ela deve ser das actrizes portuguesas com mais visualizações em termos de Facebook e Instagram em Portugal. E a partir do momento em que nós sentimos que ela gostava da música, fomos investigar e achámos que era a parceria certa e ela também achou – foi um casamento perfeito, bom para os dois lados.

“Fazemos questão que em qualquer entrevista nos apresentem como os angolanos B4, a bandeira está sempre em primeiro lugar”. (Foto: D.R.)
“Fazemos questão que em qualquer entrevista nos apresentem como os angolanos B4, a bandeira está sempre em primeiro lugar”.
(Foto: D.R.)

C4 – Foi engraçado, geralmente, para os videoclips, quando escolhemos uma rapariga, há sempre comentários – “porquê ela?” – e com a Rita Pereira ninguém questionou. As mulheres renderam-se, os homens renderam-se – “têm razão, é mesmo isso”.

E quem é que se lembrou da Rita Pereira?

C4 – No fundo, no fundo, a Rita lembrou-se da música. A Rita gostou da música e postou no Facebook dela e no Instagram e aqui, como tem pessoas visionárias, correram logo (risos).

O visionário foi o Big Nelo?

C4 – Foi (risos).

BN – Ele perguntava: “Mas quem é essa actriz?”

C4 – O problema é o seguinte: cada um procura a mulher para si. E quando ele a escolheu, eu pensei: “Ou trago a Madonna ou estou complicado” (risos).

BN – Ter a Rita e outra modelo normal não fazia sentido no projecto. Ou arranjávamos duas actrizes de top ou só uma, e ela tinha os condimentos todos para fazer a história. É actriz, representa bem – acho que o sucesso do videoclip também está aí. Além disso, ela arrasta mesmo multidões. Damos shows no norte de Portugal em que os promotores pagam para ela estar presente. E sentimos isso, sentimos o carinho do público português em relação a ela. E quer se queira, quer não, acabámos por ir buscar um pouco do público dela.

Em que é que se pode comparar o sucesso dos B4 com o sucesso dos SSP?

BN – São épocas diferentes, momentos diferentes. SSP é história, os pioneiros da revolução da música moderna angolana, num momento de guerra, num momento das primeiras eleições angolanas. Hoje, aparentemente, está muito mais aberto, já se vê com mais frequência artistas como nós, o Nelson Freitas, o Anselmo Ralph nos media portugueses – nos anos 1990 era impensável. E naquela altura, nós já fazíamos programas com o Herman José, que era o top dos tops, e o “Big Show SIC”. Hoje, o tempo é outro, Angola está no foco mundial, há um investimento muito grande de empresários angolanos na música…

C4 – Apareceram músicos mais bonitos, também (risos). Os SSP tinham uns fatos que nem em tua casa deixavas entrar aquela coisa e imagina na televisão. Ainda bem que chegou uma nova geração para mostrar como é que a coisa acontece (risos). Estou a gozar.

Qual era a sua relação com os SSP? Gostava dos SSP?

C4 – Eu sou de uma outra década, quando os SSP faziam sucesso eu ficava feliz quando passava na rua onde vivia algum dos membros dos SSP. Depois fui viver na Bélgica, estudei e formei-me em Design Industrial, a seguir abracei a música e, quando voltei para Angola, a minha musicalidade era muito diferente daquilo que se fazia. Enquanto vivi na Bélgica não ouvia música angolana.

Quanto tempo é que viveu na Bélgica?

C4 – Dez anos. Quando voltei,disseram-me que a minha música era muito estranha, que tinha de adaptar, que tinha de ouvir mais música angolana. Mas isto é música, dizia-lhes, as pessoas também devem adaptar-se às novas tendências, a coisas diferentes. Demorou um ano e meio até as pessoas perceberem a minha musicalidade, cantando de segunda a segunda, de borla, em qualquer canto.

Há uma característica do público angolano é que é muito aberto às coisas de fora ou não acha isso?

C4 – O angolano é quando gosta. Se gosta, gosta mesmo; se não gosta, é muito complicado. Até pode vir a chegar a gostar mas o músico tem de ter muita paciência.

Em que é que o facto de terem os dois vivido na Europa os ajudou?

C4 – Culturalmente. Sabemos como conversar com um brasileiro, sabemos como conversar com um europeu, sabemos como conversar com um americano. As pessoas podem ler uma entrevista em Angola e são os mesmos B4 mas a linguagem é diferente. Viver cinco ou dez anos fora já em si é uma formação.

BN – Eu penso que sim. Os anos em que vivi na Alemanha acabaram por me dar a convivência com nigerianos, com ganeses, come alemães, turcos e etc. e acabas sempre por absorver várias culturas e ter um conhecimento maior daquilo que é o mundo. Então, quando chegas a uma fase de internacionalização, tens um conhecimento em termos de cultura geral muito mais amplo. Ajuda-te a conhecer os povos, a realidade, o público, respeitar as diferenças. Artistas angolanos com mais força, tipo Bonga, Teta Lando, Waldemar Bastos, Anselmo Ralph, são tudo artistas que viveram um tempo fora e absorveram muita coisa. Mesmo nos SSP, a única pessoa que não viveu fora foi o Kudy, depois o Paul G viveu no Brasil, o Jeff viveu dez, doze anos em Cuba. Isto sem nunca perder a nossa identidade, enquanto angolanos, porque a ideia é, que por mais culturas que absorvamos, fazemos questão que em qualquer entrevista nos apresentem como os angolanos B4, a bandeira está sempre em primeiro lugar.

C4 – O facto de viveres fora aumenta muito a tua vontade de tornar a tua música internacional. Se sempre viveste em Angola, se sempre foi a tua realidade, é impossível querer criar uma visão maior, por medo do que não conheces. Além disso, quando vives, como eu, dos 16 até aos 26, 27 anos na Bélgica, aquela é a tua segunda casa e ficas sempre com essa vontade de voltar lá para cantar como músico angolano.

É verdade que vocês recusaram cantar no programa da “Casa dos Segredos 5″, do canal de televisão português TVI, por causa dos comentários racistas de um dos concorrentes?

BN – Houve algumas coisas, mas a gente não queria muito ir por aí. Estamos no século XXI e achamos que o racismo é burrice.

C4 – Uma grande forma de abolir é não falar.

BN – Nós somos artistas do mundo, não temos complexos, cantamos para todos e isso não nos afecta.

C4 – Preferimos acreditar que o racismo não existe. (redeangola.info)

 

 

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