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Petrolífera italiana Eni volta este ano à produção em águas angolanas

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A petrolífera italiana Eni anunciou que vai voltar às operações em águas profundas em Angola até final do ano com o início da produção no bloco 15/06, ao largo da província do Zaire.

De acordo com informação daquela petrolífera, consultada hoje pela Lusa, a plataforma FPSO (Floating Production, Storage and Offloading, em inglês) N’Goma foi batizada sexta-feira nos estaleiros de Porto Aboim (Angola), após trabalhos de reconversão, e “está pronta para zarpar” para iniciar a produção ‘offshore’.

Esta unidade, semelhante a um grande petroleiro, tem mais de 340 metros de comprimento por 50 de largura, capacidade para armazenar 1,5 milhões de barris de petróleo e para produzir 100 mil barris por dia.

As FPSO são plataformas flutuantes de grandes dimensões utilizadas na indústria petrolífera de operações ‘offshore’ para processar, armazenar e exportar petróleo bruto ainda em alto-mar.

A Eni, operadora deste bloco, garante que a concretização da reconversão – o navio foi ainda intervencionado em Singapura -, representa um “marco importante” para o início da produção, “previsto para o final do ano de 2014”.

“O projeto marca o regresso da Eni como operador de águas profundas em Angola”, sublinha a petrolífera italiana, presente no país desde 1980 e que em 2013 atingiu uma produção líquida de 87 mil barris de petróleo por dia em Angola.

Ainda de acordo com a Eni, este será o primeiro projeto a entrar em operação entre os blocos cuja exploração foi concedida à operadora em 2006, envolvendo em concreto os campos Sangos, Cinguvu e Mpungi.

Será feita a perfuração de 21 poços submarinos, dos quais 12 produtores, quatro injetores de água e gás alternativos e cinco injetores de água, numa profundidade de água que variará entre 1.000 e 1.500 metros.

Nesta produção será utilizada, durante um prazo estimado superior a dez anos, a FPSO N’Goma, que foi a primeira unidade do género que a operadora Esso colocou em funcionamento em Angola, no bloco 15, e operou consecutivamente entre 2003 e 2011.

Representou também a primeira conversão de uma unidade deste género no país.

A petrolífera italiana garante ainda que está a preparar um segundo projeto, semelhante, neste caso para explorar as reservas descobertas na área nordeste do mesmo bloco.

As exportações de petróleo de Angola cifraram-se, em média, em cerca de 1,57 milhões de barris por dia nos primeiros quatro meses do ano, uma quebra de 9,2% face ao período entre janeiro e abril de 2013.

Esta marca contínua distante do objetivo, traçado pelo Executivo angolano, de atingir os dois milhões de barris por dia.

O petróleo é responsável pela quase totalidade das exportações do país e vale cerca de dois terços da receita fiscal angolana. (noticiasaominuto.com)

por Lusa

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