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Costa abre porta a alianças com o PSD se Passos Coelho sair

(Rodrigo Cabrita)
(Rodrigo Cabrita)

Socialista recusa entendimentos com Passos Coelho, mas se o PSD mudar a “conversa é outra”

A discussão sobre a política de alianças veio para ficar na campanha interna do PS e António Costa, depois de ter dito que era um sinal de “fraqueza” do PS abrir esse debate, explicou com mais detalhe, na Quadratura do Círculo, na SIC-Notícias, qual será a sua estratégia se vencer as primárias no PS. O candidato recusou uma aliança com Passos Coelho, mas não fechou a porta “a outro PSD”.

Se for candidato a primeiro-ministro e não conseguir a maioria absoluta, António Costa garante que “não faz o menor sentido” construir uma alternativa com este PSD, mas se na sequência da derrota eleitoral os sociais-democratas mudarem de liderança, a conversa é outra. “Se me diz: o PSD perde as eleições e muda e aparece outra direcção e tem outra política… Se o PSD for outro PSD com certeza que a conversa também é outra conversa”, disse o autarca de Lisboa.

A hipótese de o PSD mudar de direcção, se perder as eleições, é real e pode passar por ex-presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, com quem António Costa tem boas relações. Rio já admitiu que, se houver “muita gente” a apoiá-lo, está disponível para um regresso à política. O ex-autarca é um dos nomes fortes para protagonizar um novo ciclo no PSD, com a vantagem de se ter distanciado da política de austeridade deste governo.

Ao mesmo tempo, Costa está atento às movimentações à esquerda do PS. A saída de Ana Drago do BE, em defesa de que a esquerda deve estar aberta a convergências com o PS – uma tese partilhada pelo Livre de Rui Tavares e pelo 3D de Daniel Oliveira – é vista com agrado pelo socialista. A dúvida de António Costa é se os dissidentes do Bloco de Esquerda conseguirão “dar esse salto”. “Eu espero que sim e sinto que há hoje outra movimentação”, disse o autarca, realçando, porém, que “a experiência” tem mostrado que os entendimentos à esquerda não são possíveis.

Mas o candidato às primárias no PS diz não ter “ilusões” de que “a boa solução é mesmo ter maioria absoluta” e está convencido que esse objectivo é possível, porque uma parte do eleitorado do PSD vai votar nos socialistas nas próximas eleições para garantir a “estabilidade”. (ionline.pt)

por Luís Claro

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