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Presidente burkinabe esperado na Guiné Conakri

(Foto : AFP/Arquivo)
(Foto : AFP/Arquivo)

O Presidente do Burkina Faso, Blaise Compaoré, é aguardado quinta-feira à frente duma forte delegação em Conakri para uma visita de trabalho de 48 horas à Guiné Conakri, soube-se de fonte oficial na capital guineense.

Esta visita enquadra-se no “reforço da cooperação bilateral e consultas períodicas” com o seu homólogo guineense, Alpha Condé, precisou a mesma fonte.

Os dois estadistas evocarão igualmente questões de interesse comum e a situação sociopolítica dos seus países respetivos, bem como a de outros países africanos, nomeadamente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) da qual são membros a Guiné Conakri e o Burkina Faso.

Segundo observadores políticos guineenses, o Presidente Compaoré, medianeiro designado da CEDEAO para a Guiné Conakri depois do golpe de Estado ocorrido em 2008 na sequência da morte do general Lansana Conté, poderá reunir-se com a classe política.

O Presidente Compaoré esteve em Conakri em 2009 e reuniu-se com a classe política que convidou depois ao Burkina Faso para aplicar os contornos da transição, alguns meses depois da tentativa de assassinato do chefe da então junta, Moussa Dadis Camara, exilado na capital burkinabe desde 2009.

No termo destas discussões, um Conselho Nacional da Transição (CNT, órgão consultivo) foi instaurado e foi tomada a decisão de escolher um primeiro-ministro burkinabe da oposição na pessoa de Jean-Marie Doré, atualmente deputado.

O Presidente burkinabe visita Conakri num momento em que o poder e a oposição, nomeadamente a denominada “republicana” que agrupa os antigos primeiros-ministros Sidya Touré e Cellou Dalein Diallo, candidatos derrotados nas presidenciais de 2010, já não consegue dialogar e encontrar soluções às suas divergências consecutivas à organização das eleições, como aconteceu durante as legislativas organizadas em 2013 e atualmente para as eleições comunais, cuja data ainda não foi fixada.

A oposição republicana boicotou a Assembleia Nacional, alegando que o poder recusava aplicar os acordos de 3 de julho de 2013 que foram obtidos por Said Djinitt , Representante especial na África Ocidental do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Ela assumiu o seu lugar no Parlamento depois da aceitação pelo Governo de estabelecer o diálogo sobre todas as questões que constituem a poma de discórdia entre os dois campos. (panapress.com)

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