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Vítor Bento assume a presidência do Banco Espírito Santo

(Miguel A. Lopes, Lusa)
(Miguel A. Lopes, Lusa)

Vítor Bento, José Honório e João Moreira Rato são a partir desta segunda-feira os novos administradores do Banco Espírito Santo, respetivamente nos cargos de presidente, vice-presidente da comissão executiva e administrador financeiro da instituição. A cooptação dos três nomes foi já anunciada aos mercados através de um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

A decisão foi tomada ontem à noite em reunião do BES, um encontro que tinha sido exigido pelo Banco de Portugal e que levou à confirmação por parte do banco já esta manhã da cooptação de Vítor Bento, José Honório e João Moreira Rato.

“O Banco Espírito Santo, S.A. informa que o conselho de administração, hoje reunido, decidiu cooptar Vítor Augusto Brinquete Bento, José Alfredo de Almeida Honório e João de Almada Moreira Rato para as funções de presidente da comissão executiva, vice-presidente da comissão executiva, e administrador financeiro”, pode ler-se no comunicado enviado à CMVM.

Na mesma informação é ainda comunicado que as nomeações visam substituir “Ricardo Espírito Santo Salgado, José Manuel Pinheiro Espírito Santo e José Maria Espírito Santo Ricciardi, também membros da comissão executiva que haviam renunciado ao mandato”.

Como se disse, esta reunião do BES foi exigida pelo Banco de Portugal este domingo e tinha como objetivo único proceder à cooptação dos novos membros para a comissão executiva com o Banco Central a informar em comunicado da cooptação dos membros propostos pela ESFG (Espírito Santo Finantial Group) e apoiados pelo Crédit Agricole: Vítor Bento, João Moreira Rato e José Honório.
Ratificação em assembleia-geral

“Esta cooptação será, conforme previsto, objeto de ratificação na assembleia-geral do BES, convocada para dia 31 de julho”, escreve o Banco de Portugal no mesmo comunicado, em que sublinha ainda que continua a aguardar que lhe seja submetido, para avaliação, o modelo de governo interno a aprovar em assembleia-geral extraordinária.

“De modo a permitir uma avaliação positiva pelo Banco de Portugal, a assembleia-geral deve assegurar que os membros a designar para o novo órgão societário são adequados tendo, designadamente, por referência os requisitos exigidos na lei para o exercício de funções de administração e fiscalização em instituição de crédito”, refere o comunicado.

Recorde-se que este é um processo que nasceu há várias semanas após serem descobertos vários problemas no Grupo Espírito Santo (GES), a que se juntam alterações na gestão do BES, com a saída do líder histórico do banco, Ricardo Salgado.

Para salvaguardar o mercado e a posição do banco o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, veio na passada sexta-feira afirmar que os depositantes do BES têm razões para confiar no banco e afirmou não ter dúvidas quanto à tranquilidade do sistema financeiro português.

Com a mesma intenção também o Banco de Portugal tinha no mesmo dia garantido que o BES detém um montante de capital “suficiente” para acomodar eventuais impactos negativos decorrentes da exposição ao GES, tranquilizando os clientes em relação aos seus depósitos. (rtp.pt)

por Lusa

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