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Legislativas: Portas entre a “identidade” e uma aliança com o PSD

(LUSA)
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Ribeiro e Castro defende coligação, mas avisa que não poder ser “uma AD faz de conta”. “Isso é pior do que não haver, como se viu nas europeias”

O PSD já pediu ao CDS para avançar com rapidez na definição de uma coligação pré-eleitoral, mas Paulo Portas não tem pressa e deixa todos os caminhos em aberto. Nas comemorações dos 40 anos do partido, o líder centrista defendeu que “é tão imperativa a necessidade da coligação entre PSD e CDS como é compreensível e necessária a defesa da nossa identidade numa coligação que não é, nem ninguém queria que fosse, uma fusão”.

O tiro de partida para a discussão de uma aliança pré-eleitoral foi dado pelo PSD há quase um mês. O porta-voz do partido, Marco António Costa, defendeu, em entrevista à Renascença, que “seria útil que rapidamente se pudesse olhar para uma coligação para o futuro”. Mas rapidez é tudo o que os centristas não querem nesta discussão e Portas até admite que o CDS não vai desistir de “ser um partido maior”. “Nem de sermos postos à prova”, acrescentou.

O CDS não tem nenhum calendário definido, mas sabe que há decisões importantes que o governo terá de tomar nos próximos meses, nomeadamente a forma como vai reagir a eventuais chumbos do Constitucional. A guerra dos impostos continua e mesmo esta semana Cecília Meireles, vice-presidente da bancada do CDS, classificou como “manifestamente preocupantes” algumas das propostas do grupo de trabalho da fiscalidade verde. Anteontem à noite, no jantar do CDS, Paulo Portas não deixou de alertar para a necessidade de “proteger os sinais da recuperação económica”.

Mas o pior pode estar para vir. Passos Coelho já admitiu que os impostos podem voltar a aumentar se o Constitucional chumbar mais cortes na despesa. Portas continua a defender que “é absolutamente necessário um IRS mais amigo da família” e Pires de Lima já tido dito que é “indesejável”.

A única certeza que existe no CDS, nesta altura, é que ainda não chegou a altura de os partidos se sentarem á mesa”. “Falta mais de um ano”, diz ao i um dirigente centrista.

“UMA AD VERDADEIRA” O ex-líder do CDS Ribeiro e Castro defende que o país precisa de uma aliança pré-eleitoral entre o PSD e o CDS, mas só se for possível construir um projecto comum.”É preciso uma AD verdadeira, não uma AD faz de conta. Isso é pior do que não haver, como se viu nas europeias. Em tese diria que é recomendável, mas não sei se há actores políticos para isso”, diz ao i o ex-presidente do CDS.

Ribeiro e Castro critica a falta de “coesão” entre os dois partidos e lembra que a AD, liderada por Sá Carneiro, “tinha um projecto político que toda a gente percebia qual era e que foi isso que gerou uma mais-valia”.

Em relação à aliança entre Passos e Portas, o ex-líder do CDS considera que “não tem o músculo indispensável para vencer as dificuldades”. E não tem dúvidas de essa foi uma das razões que levou a um mau resultado nas europeias. (ionline.pt)

por Luís Claro

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