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Apenas 2% dos latino-americanos têm acesso à imprensa livre, diz ONG

(DR)
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A liberdade de imprensa no continente americano, especialmente na América Latina, está cada vez mais restrita e apenas 2% dos latino-americanos têm acesso à informação totalmente livre e independente, advertiu nesta sexta-feira o grupo Freedom House em um seminário realizado no Congresso dos Estados Unidos.

A organização, com sede em Washington, explicou que, conforme sua última análise anual sobre o tema, o mundo vive uma deterioração paulatina deste direito fundamental, mas destacou que no caso da América Latina isto está ocorrendo com mais rapidez.

A diretora do relatório de Freedom House, Karin Karlekar, detalhou para o público que, de todos os países latino-americanos, apenas Suriname, Uruguai e Costa Rica gozam de um sistema que permite à imprensa ser totalmente livre.

Nos demais países latinos os jornalistas sofrem algum impedimento para exercer a profissão de maneira totalmente livre, e são considerados pelo relatório como “parcialmente livres”. Já em Cuba, México, Venezuela, Equador e Honduras a organização considerou que a imprensa não pode trabalhar com liberdade.

“No caso de México e Honduras a razão fundamental é o alto nível de violência e intimidação que existe com os jornalistas, embora no México também exista uma alta concentração de veículos de imprensa”, advertiu Karin durante sua apresentação.

A diretora do estudo também apontou que a Colômbia está realizando “progressos significantes” com relação à proteção dos jornalistas o que, junto à luta contra a impunidade nos casos de ataques a profissionais da informação, ajudou a melhorar a situação no país andino.

“Cuba, apesar de continuar sendo o pior país quanto à liberdade de imprensa, também experimentou algumas melhorias, fundamentalmente por conta do surgimento dos meios digitais e da internet”, acrescentou.

Ela advertiu que o Equador possui a maior queda nos índices de liberdade de expressão do mundo e o maior do continente. O país implantou uma nova lei de imprensa provocando o fechamento de vários veículos de comunicação e episódios de autocensura.

Durante o fórum foram expostos casos específicos, como o do canal internacional de televisão “NTN24” que foi censurado pelo governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante o início dos protestos estudantis em fevereiro deste ano.

A diretora considerou inconstitucional a Lei de Meios argentina, e destacou o caso do jornalista equatoriano Juan Carlos Calderón, processado pelo presidente Rafael Correa após a publicação de um livro sobre os contratos entre um irmão do líder e o Estado. (EFE)

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