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Casal McCann atrasa julgamento porque quer saber quanto ganhou Gonçalo Amaral com livro

(REUTERS)
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Em Junho, casal criticou ex-inspector por mudar de advogado minutos antes de uma sessão e adiar o julgamento

O casal McCann quer saber quanto é que Gonçalo Amaral e a editora Guerra e Paz arrecadaram com a venda do livro “Maddie: A verdade da Mentira”. O pedido dos pais de Maddie, a criança que desapareceu em Maio de 2007 na Praia da Luz, foi apresentado ontem no Palácio da Justiça, em Lisboa, e aceite pelo tribunal. O requerimento obriga a adiar as alegações finais, que deveriam começar amanhã, para depois das férias judiciais.

Kate e Gerry McCann – que neste processo pretendem ser indemnizados com 1,2 milhões de euros pela publicação do livro do ex-inspector da PJ – ressalvaram que são a favor da liberdade de expressão, mas que, nesta situação, o que está em causa é difamação. Defendem mesmo que a obra comprometeu as investigações.

Depois de, no mês passado, o casal ter acusado o ex-inspector de protelar o fim do julgamento – por Gonçalo Amaral decidir mudar de advogado minutos antes da última sessão -, ontem foi o casal britânico a solicitar ao tribunal novas informações que irão adiar as alegações finais.

O Tribunal Cível de Lisboa aceitou o pedido, e os dados fiscais sobre as vendas e os lucros obtidos com o livro serão solicitados nos próximos dias à Autoridade Tributária e Aduaneira. O tribunal havia decidido que nenhuma das partes poderia usar da palavra antes das alegações finais, mas um recurso para a Relação permitiu aos McCann intervir ontem e pedir a junção destes novos dados. Gonçalo Amaral, contudo, não estava autorizado a pronunciar-se. Em tribunal, Gerry e Kate afirmaram que o livro “é chocante” e que, por isso, foi “uma afronta” para a família. “Antes e durante a leitura do livro, senti angústia, desespero e raiva”, contou o pai de Madeleine McCann. Já Kate disse ter sentido “desespero por causa das injustiças” publicadas, uma vez que o livro insinua a participação do casal no desaparecimento da criança.

Os pais de Madeleine consideraram que o livro, lido por centenas de milhares de pessoas, pôs em causa a continuação da investigação e levou a que a maioria dos portugueses acreditasse que a criança estava morta e que tivessem encenado um rapto.

Neste processo, que já motivou o pedido de arresto de bens a Gonçalo Amaral como medida cautelar, o casal McCann, que considera terem sido violados direitos, liberdades e garantias da família, pede uma indemnização de 1,2 milhões de euros ao inspector da PJ que investigou o de-saparecimento de Madeleine.

No livro “Maddie: A Verdade da Mentira”, o ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária de Portimão defende o suposto envolvimento de Kate e Gerry no desaparecimento da criança e na ocultação do cadáver. Ontem, o novo advogado de Gonçalo Amaral tentou mostrar que o casal inglês não está destruído socialmente, tendo em conta a participação em eventos e o apoio de várias personalidade públicas. E defendeu estar perante um caso de perseguição: “Parece-me óbvio que há uma perseguição. Tudo o que está no livro também está no inquérito. Porquê é que o Estado português não foi processado?” (ionline.pt)

por Carlos Diogo Santos

com Lusa

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