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Moçambique e Portugal poderão cooperar na investigação do cancro

O MINISTÉRIO da Saúde do nosso país e a Fundação portuguesa Champalimaud poderão cooperar, dentro em breve, em cuidados médicos e na investigação científica na área biomédica, sobretudo no tratamento do cancro. (jornalnoticias.co.mz)
O MINISTÉRIO da Saúde do nosso país e a Fundação portuguesa Champalimaud poderão cooperar, dentro em breve, em cuidados médicos e na investigação científica na área biomédica, sobretudo no tratamento do cancro. (jornalnoticias.co.mz)

O MINISTÉRIO da Saúde do nosso país e a Fundação portuguesa Champalimaud poderão cooperar, dentro em breve, em cuidados médicos e na investigação científica na área biomédica, sobretudo no tratamento do cancro.

Neste contexto, técnicos moçambicanos de saúde são esperados este mês, em Lisboa, a capital de Portugal, para discutirem com a Direcção da Fundação Champalimaud, as bases da operacionalização da parceria.

Esta informação foi revelada pela presidente da fundação, Leonor Beleza, falando a jornalistas moçambicanos, à margem da visita que o Chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza e esposa, Maria da Luz Guebuza, realizaram a esta instituição.

Tratou-se da última actividade desenvolvida pelo Presidente da República em Portugal, no âmbito da visita de Estado que realizou de 1 a 3 de Julho corrente, a convite do seu homólogo, Aníbal Cavaco Silva.

A Fundação Champalimaud, criada em 2004, pelo empresário português António de Sommer Champalimaud, é uma instituição médica, científica e tecnológica da última geração, a qual, à par da prestação integrada e interdisciplinar de cuidados clínicos especializados de oncologia, desenvolve também programas avançados de investigação translacional, contando com um centro clínico que funciona com 80 médicos e uma vasta equipa de investigadores.

Durante cerca de uma hora, o Presidente da República, Armando Guebuza, e a Primeira-dama percorreram os vastos departamentos, entre enfermarias de tratamento de doenças como cancro, salas de investigação científica, entre outros, sempre recebendo explicações da presidente da fundação e, em alguns casos, de investigadores da instituição.

Entretanto, falando sobre a possibilidade de cooperação entre a fundação Champalimaud e o nosso país, Leonor Beleza explicou que tem estado a estabelecer contactos com o Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, no sentido de se discutir as bases desta parceria.

“Recentemente, o ministro da Saúde de Moçambique contactou-me para o envio da missão à Portugal, de modo a estudarmos em conjunto as bases da cooperação. Nós fazemos gosto que isso aconteça ainda este mês, para que mais rapidamente esta colaboração seja estabelecida”, explicou a presidente da Fundação Champalimaud, acrescentando que a cooperação vai envolver também o Ministério português da Saúde e acredita que a área do cancro será mais privilegiada, tendo em conta o interesse de Moçambique que está também a desenvolver acções nesta patologia.

Tal como soubemos, o centro trata e investiga vários tipos de cancros, nomeadamente o cancro da mama, do colo do útero, da próstata, dos intestinos, do pulmão, do sangue (leucemia) entre outros.

No que se refere a estas doenças oncológicas, para além do processo de tratamento, os especialistas procuram, a todo o momento e com recurso às mais recentes tecnologias e técnicas médicas, disponibilizar programas avançados de prevenção e detecção precoce do cancro.

“A nossa equipa oferece uma gama alargada de serviços clínicos, nomeadamente métodos de rastreio e avaliação de risco, diagnóstico precoce, tratamento, orientação e apoio permanente, com o objectivo de definir novos padrões de qualidade na prestação de cuidados”.

Segundo Leonor Beleza, o facto de a instituição funcionar simultaneamente com uma parte de cuidados médicos e outra de investigação científica, permite que quer os médicos quer os investigadores trabalhem em conjunto, na busca de soluções que lhes apresentam e detectam durante o seu trabalho.

Muito recentemente, o Ministro de Saúde, Alexandre Manguele, também visitou o centro, tendo Leonor Beleza explicado que é na sequência disso que os dois países estão agora a se prepararem para estabelecer cooperação na área do tratamento de doenças como o cancro.

Moçambique tem alguma experiência na área de oncologia. Por exemplo, 112 unidades sanitárias, incluindo o Hospital Central de Maputo, fazem o despiste e tratamento do cancro.

Actualmente, o Ministério da Saúde em parceria com o Gabinete da Primeira-dama, está a realizar, numa fase piloto, uma campanha de vacinação de crianças entre 10 e 13 anos contra o cancro do colo do útero em três províncias do país, nomeadamente Maputo, Manica e Cabo Delgado.

O nosso jornal soube que uma outra vertente desenvolvida pelo centro clínico Champalimaud é a investigação na área da cegueira. Para estimular a investigação neste pelouro, a fundação atribui um prémio anual no valor de um milhão de euros.

Há um ano em que o valor vai para investigadores que em laboratórios fazem pesquisas na área do conhecimento de mecanismos da visão e num outro ano, o valor é atribuído a instituições que no mundo em desenvolvimento lutam contra a cegueira, usando a ciência. (jornalnoticias.co.mz)

DELFINA MUGABE

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