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Malanje – Biocom começa a produção de energia

Em Setembro próximo será inaugurado o projecto de energia com o arranque em simultâneo de produção de açúcar.

Destiladeira Biocom Malanje (VOA)
Destiladeira Biocom Malanje (VOA)

A Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom) começou a produzir 120 gwatts/hora de energia confirmou o director da área de sustentabilidade, pessoas e organização, Fernando Coke.

A Biocom localizada na comuna de Pungo-A-Ndongo, município de Cacuso, a cerca de 100 quilómetros a sudoeste da cidade de Malanje tem capacidade para fornecer o produto a 200 mil residências.

“Quando chegar na maturidade no ano de 2019 vai chegar a 235 gwatts/hora de energia, isso equivale a uma hidroeléctrica de 40 megawatts mais ou menos”, precisou, explicando que “através da queima do cavaco nós produzimos o vapor que contribui para a geração de energia”.

Nas próximas fases de funcionalidade da fábrica “o cavaco vai ser substituído pelo bagaço da cana, a nossa matéria-prima é a cana-de-açúcar, o bagaço da cana que nós vamos queimar e esse vapor produzido faz a co-geração de energia”.

A energia será fornecida a Empresa Nacional de Electricidade – Empresa Pública, a encarregada para a distribuição e comercialização da mesma.

Em Setembro próximo será inaugurado o projecto Biocom com o arranque em simultâneo da cadeia de produção de açúcar com uma capacidade inicial de 18 mil toneladas de açúcar Capanda.

“Quando nós atingirmos a maturidade em 2019 a produção vai se de 256 mil toneladas por ano, ou seja, o consumo previsto nesse período no país vai ser de 360 mil, agente vai conseguir abastecer mais do que 70 por cento do mercado angolano”, afirmou.

A substituição de técnicos especializados expatriados por nacionais passa pelo processo de formação de quadros angolanos que decorrem sem sobressaltos, confirmou o director de sustentabilidade, pessoas e organização, Fernando Coke.

“No total hoje somos 1.800 integrantes, vamos chegar até ao final dessa safra 2.500 integrantes, sendo que 95 por cento são de angolanos e apenas cinco por cento de expatriados e, esse número tende a diminuir ao longo dos anos de acordo com a formação”, disse, garantindo “o angolano a assumir cada vez mais cargos de liderança dentro da nossa empresa”.

A Biocom conta actualmente com cerca de dois mil funcionários e vai registar uma subida até 2.500 no fim da presente campanha agrícola. (voa.com)

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