Radio Calema
InicioMundo LusófonoPortugalBPN/Homeland. MP diz que Duarte Lima e sócio agiram com “calculismo”

BPN/Homeland. MP diz que Duarte Lima e sócio agiram com “calculismo”

 Duarte Lima (Mário Cruz- Lusa)
Duarte Lima
(Mário Cruz- Lusa)

O procurador José Niza pediu ontem uma pena de prisão superior a 5 anos para o ex-deputado

Durante as alegações finais do processo BPN/Homeland que começaram ontem no Campus da Justiça, o Ministério Público propôs a condenação de cinco dos seis arguidos. O único que o procurador José de Niza considerou que deverá ser absolvido é Pedro Lima, filho do ex-deputado Duarte Lima.

De acordo com o MP, Duarte Lima e Vítor Raposo, seu sócio no negócio da compra dos terrenos de Oeiras, “agiram com calculismo, experiência e sabedoria”, uma vez que precisavam apenas de 30 milhões para comprar os terrenos, mas fizeram com que o BPN, através do fundo Homeland, “abrisse a torneira em mais de 40 milhões”. Uma “encenação” que segundo o procurador foi montada a “régua e esquadro” e que mostra “a capacidade inventiva do homem a funcionar”. O MPsustentou mesmo que tal manobra enganou o BPN e Oliveira Costa e visava o enriquecimento ilegítimo.

Sobre Duarte Lima, o MP considerou que não ficaram provados dois dos seis crimes de que  era acusado: um de burla qualificada e outro de abuso de confiança. Ainda assim, defendeu a condenação do ex-deputado por dois crimes de burla qualificada e dois de branqueamento de capitais, numa pena única superior a cinco anos de prisão.

Já Vítor Raposo deve, segundo o MP, ser condenado numa pena única superior a cinco anos de prisão, inferior à de Lima.

Quanto aos advogados Pedro Almeida e Paiva e João Almeida e Paiva, que representaram os herdeiros da família Neta Franco – proprietários de parte dos terrenos de Oeiras –, o MP considera que devem ser condenados a uma pena não superior a cinco anos de prisão, podendo ser suspensa com o pagamento da quantia de que se apropriaram.

Quanto a Francisco Canas, o procurador propôs que seja condenado a uma pena inferior a cinco anos, que também poderá ser suspensa mediante pagamento. O arguido é acusado de branqueamento de capitais por ter  supostamente recebido fundos de Lima, colocando-os mais tarde em contas da Suíça. (ionline.pt)

por Carlos Diogo Santos

Siga-nos

0FansCurti
0SeguidoresSeguir
0InscritosSe inscrever

Últimas notícias

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.