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Marques Mendes: Novo aumento do IRS pode levar CDS a defender eleições antecipadas

 Marques Mendes (D.R.)
Marques Mendes
(D.R.)

O comentador diz que caso o Tribunal Constitucional chumbe os novos cortes salariais para 2015, será preciso aumentar o IVA e o IRS

Marques Mendes considera que um novo aumento do IRS pode levar alguns membros do governo, do lado do CDS, a defenderem a demissão do executivo e a convocação de eleições.

“Imagine-se que o Tribunal Constitucional (TC) diz que não é possível haver mais cortes salariais a partir de 2015. Isto é um buraco monumental. Não chega o IVA para o resolver, é preciso o IVA e o IRS”, começou por dizer, no seu espaço de comentário no “Jornal da Noite”, da SIC. Num cenário desses, acrescentou o social-democrata, alguns membros do CDS sustentam que é preferível o governo demitir-se. “Há muito boa gente do CDS, dentro do partido e do governo, que acha que se for preciso mexer no IRS para aumentar é preferível o governo demitir-se e convocar eleições”, referiu.

Marques Mendes considera ainda que neste momento existe “um braço de ferro entre o PSD e o CDS”, em relação à continuidade da coligação.

“O PSD quer fechar já em Julho uma coligação pé-eleitoral. O CDS quer deixar isso para Setembro. O PSD quer resolver o problema da coligação, o CDS quer resolver em pacote”. Nesse pacote, explicou o comentador, estão, não só a discussão da coligação em si, mas as regras do Orçamento do Estado para 2015, a definição de eventuais reduções do IRS a partir do próximo ano, de alianças para o futuro, mesmo em caso de derrota nas legislativas, e as presidenciais. “O CDS quer ver acertado com o PSD nesta ocasião a estratégia para as eleições presidenciais”, sublinhou.

Sobre a especulação em torno da saída de Paulo Portas da liderança do CDS, Marques Mendes entende que o vice-primeiro-ministro “tem essa ideia na cabeça, a ideia de sair”, no sentido de “não disputar mais eleições”, mas ressalva que poderão haver condicionantes partidárias que determinem a sua continuidade por mais algum tempo.

Ainda sobre lideranças partidárias, o social-democrata comentou os recentes acontecimentos no PS, envolvendo António Costa e António José Seguro. “Acho tudo isto profundamente lamentável. Parece que estamos no domínio do futebol”, afirmou. Marques Mendes considera mesmo que “o pior ainda está para vir”. “Primárias abertas a simpatizantes, como é que isso se controla?”, questionou, acrescentando que a verificarem-se situações semelhantes à de Ermesinde a disputa entre os dois socialistas pela liderança do partido “vai acabar nos tribunais”, o que, segundo diz, é mau não só para imagem do PS, mas dos partidos, em geral.

Caso António Costa seja eleito para secretário-geral do PS, Marques Mendes acredita que o partido vai ter uma liderança mais à esquerda, roubando eleitorado ao PCP e ao BE, o que ao mesmo tempo pode ser uma vantagem para a coligação. Segundo o comentador, PSD e CDS terão aí a oportunidade de recuperar o eleitorado do centro. (ionline.pt)

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