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Manobras, acusações, suspeitas e até uma investigação. Eis o PS

(Foto: Rodrigo Cabrita)
(Foto: Rodrigo Cabrita)

Aqui fica o estado (de sítio) em que se encontra o PS, a pouco mais de 90 dias de se estrear nas primárias para  escolher o candidato a primeiro-ministro. Um capítulo escrito em tons fortes, a lembrar combates fratricidas de outros tempos. António José Seguro e António Costa ainda não entraram no debate de ideias, mas mostraram-se logo incompatíveis no acerto das regras do jogo. O clima já azedou várias vezes, uma delas à porta de uma reunião do PS, num caso que está a ser investigado pelo Ministério Público. Consenso só mesmo sobre Jorge Coelho, a quem “custa ver o PS a passar por este momento de crispação”

Ministério Público investiga incidentes à saída da reunião do PS em Ermesinde

Foi na sequência de uma participação enviada à Procuradoria-geral da República pela presidente do partido que o Ministério Público abriu um inquérito para averiguar os incidentes à porta da reunião da Comissão Nacional do PS, em Ermesinde. A notícia foi avançada pelo i, ontem ao início da tarde, mas nenhuma das candidaturas no PS quis comentar a decisão. No domingo passado, entre alguns apertos e encostos, um conjunto de dezenas de populares (Manuel Alegre garantiu serem militantes do PS), insultou António Costa, no final da reunião do PS que rejeitou o congresso extraordinário e as directas que o autarca pedia. “Traidor” foi das palavras gritadas pelos mesmos que, durante a saída de Seguro, atiraram palavras de apoio ao líder socialista. A pressão para que os órgãos do partido se pronunciassem foi grande, mas Maria de Belém disse só anteontem, à Antena 1, que decidiu pedir a acção do Ministério Público no dia dos incidentes. O caso entra para o topo das polémicas no âmbito das primárias do PS. Há dois dias foi o caso das farmácias, em que uma militante do partido utilizou contactos da rede de farmacêuticos para apelar ao voto em Seguro. A frente-Costa vai aproveitando cada caso para apontar os riscos das primárias. “Sem tempo, torna-se difícil detectar situações como esta”, diz Duarte Cordeiro ao i.

 

Comissão fiscalizadora pretendida por Costa foi recusada 

Foi um dos pontos que fez o candidato que desafiou o líder dizer o que disse na reunião de anteontem à noite: “Não quero ficar vinculado a este processo.” Costa votou contra a proposta acertada pela noite dentro, numa reunião de cinco horas, mas que não foi “consensualizada”, queixou-se. Contestou principalmente que não tenha sido criada uma Comissão de Fiscalização com existência autónoma (que queria que fosse liderada por António Vitorino) para acompanhar as primárias e também saiu insatisfeito com a cedência mínima de Seguro nos prazos de recenseamento – queria mais tempo para fiscalizar os cadernos eleitorais, mas Seguro só cedeu em 9 dias. No as regras não uniram os candidatos que já se sabe irem a combate: “Votei contra, mas vamos em frente seguramente.” O advérbio final saiu traiçoeiro ao autarca de Lisboa que vai a jogo, mas em protesto.

Quer votar nas primárias do PS?
Se for militante, mesmo sem quotas em dia, entra directamente nos cadernos eleitorais.
Se não for, pode ser simpatizante. Como?
01. O recenseamento começa a 15 de Julho e termina a 12 de Setembro;
02. Pode fazê-lo presencialmente, nas estruturas do partido ou online, no site do PS. Em qualquer dos casos terá de assinar um compromisso de concordância com a Declaração de Princípios do PS e uma de não-filiação noutro partido. E outra ainda, a autorizar a divulgação dos seus dados (nome, número de identificação civil, endereços postal e electrónico) nos cadernos eleitorais e para que possam ser acedidos pelas candidaturas;
03. Para votar, terá de deslocar-se às secções do PS junto à sua área de residência, mas a informação será enviada por email ou divulgada através de uma campanha de informação a promover pela Comissão Eleitoral.
04. A votação decorre entre as 9h e as 19h do dia 28 de Setembro. Para votar terá de levar obrigatoriamente um dos três documentos de identificação: BI, Cartão de Cidadão ou Carta de Condução. (ionline.pt)
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