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Província de Malanje terá galerias de artes cénicas

Malanje- A província de Malanje terá brevemente galerias para a exibição de artes cénicas, arisgráficas, literárias, entres outras peças culturais que possam servir os cidadãos e divulgação da cultura.

(Foto: Paulo Mulaza)
(Foto: Paulo Mulaza)

A informação foi dada a conhecer quinta-feira pelo Director Provincial da Cultura, José da Costa Gaspar, no acto de encerramento da exposição documental sobre a Rainha Njinga a Mbande e Aimé Cesaire, que Malanje acolheu de 26 de Maio a 26 deste mês.

Segundo o responsável, a partir de 2015, a província terá também uma casa de cultura que funcionará como um centro de difusão, expansão e massificação dos aspectos culturais do país.

José da Costa Gaspar adiantou que a maioria da juventude da província se interessa pela cultura nacional, fruto da afluência à exposição encerrada, tendo apelado no sentido de continuarem com o mesmo espírito.

A exposição com duração de um mês esteve patente na Faculdade de Medicina de Malanje e visou saudar os 350 anos da morte da soberana Njinga a Mbande e o 100ª aniversário de Aimé Cesaire.

A feira esteve aberta aos estudantes, historiadores e fazedores de cultura, que tiveram contactos com obras que retratam o percurso da rainha, a cultura, riqueza, a longa duração da escravatura, as trocas, caminhos, moeda e a formação do Estado no passado.

Njinga soberania e estratégias, valores, usos, códigos identitários, realidade política, particularismo, o legado de Njinga no mundo,  bem como a vida e obra de Aimé Cesarie constam das matérias expostas.

Njinga a Mbande foi uma rainha “Ngola” dos reinos do Ndongo e Matamba, no Sudoeste de África, no século XVII.

O seu título real na língua Quimbundo “Ngola”, foi nome utilizado pelos portugueses para denominar a região de Angola, enquanto pertença portuguesa.

A soberana nasceu em 1583 no reino da Matamba e faleceu a 17 de Dezembro de 1663.

Já Aimé Cesarie foi Ideólogo do conceito de negritude, considerado o pai do movimento negritude, defensor maior das raízes africanas e militante anti-colonialista e um poeta e político francês.

Aimé Fernand David Césaire, que viveu entre 1913 e 2008, foi ainda um dos maiores poetas surrealistas do mundo, que publicou, entre outras obras, caderno de um regresso ao país natal e cultura e colonização.

A exposição enquadrou-se no âmbito do projecto de valorização e divulgação das figuras históricas angolanas, levado a cabo pelo Ministério da Cultura. (portalangop.co.ao)

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