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Iraque. Nouri al-Maliki culpa “atraso” dos EUA pelos avanços do ISIS

(Foto: Mushtaq Muhammad- Reuters)
(Foto: Mushtaq Muhammad- Reuters)

Após rejeitar um governo de salvação para travar sunitas, primeiro- -ministro iraquiano agradece à Síria bombardeamentos no Norte

Um dia depois de ter recusado criar um governo de união com as outras facções políticas do país para travar o avanço do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS), o primeiro-ministro xiita disse ontem à BBC que está agradecido pelo apoio do regime sírio ao combate ao grupo através de bombardeamentos a alvos sunitas na fronteira.

Acusado por alguns iraquianos de sectarismo – o que já levou várias tribos sunitas de Mossul e Tikrit a apoiar a insurreição -, o líder iraquiano disse ao canal britânico que o governo de Bashar al-Assad atacou grupos de militantes na passagem de Qaim “no lado sírio”, contra fontes do exército e do ISIS que referem bombardeamentos “no Iraque”.

Maliki, que pertence à facção xiita do islão, está a ser apoiado por vários governos regionais, incluindo o sírio, pertencente à minoria alauita do xiismo, e o iraniano. Apesar dos apoios declarados, ontem o Irão desmentiu ter devolvido ao Iraque 130 caças que detinha há mais de 20 anos, negando também que haja soldados iranianos a combater o ISIS sob a liderança do comandante das forças Al-Aqsa.

“As notícias [de que 130 aparelhos aéreos militares iraquianos foram devolvidos pelo Irão] já foram desmentidas pelas autoridades iraquianas e nós não temos nada a acrescentar quanto a essas alegações sem fundamento a não ser desmenti-las”, disse Marzieh Afkham, porta- -voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros. “As alegações de que há soldados iranianos, em particular o comandante Qassem Soleimani [que lidera as Al-Aqsa iranianas], a combater no Iraque também não são verdadeiras”, acrescentou.

Na sua primeira entrevista a um canal internacional desde o início da crise iraquiana, há duas semanas, Nouri al-Maliki disse ainda que o avanço dos militantes em direcção à capital iraquiana poderia ter sido evitado se os Estados Unidos tivessem enviado “mais cedo” para o país caças que o seu governo adquiriu há alguns meses.

O processo de compra dos 36 aparelhos foi “lento e desgastante”, explicou o líder iraquiano. “Sendo franco, acho que nos iludimos ao assinar este contrato. Devíamos ter tentado comprar outros caças, britânicos, franceses ou russos, para assegurar a cobertura aérea das nossas forças. Se tivéssemos cobertura aérea, teríamos evitado o que aconteceu”, acusou.

Maliki confirmou que entretanto foram adquiridos “caças russos em segunda mão” que chegarão ao país “dentro de dois ou três dias”: “Se Deus quiser, dentro de uma semana esta força já será eficaz e irá destruir os ninhos dos terroristas.”

A administração Obama continua a recusar iniciar a ofensiva aérea pedida por Maliki, ainda que esteja a “estudar alvos precisos” para a “eventualidade” de essa operação “ser necessária”. Entretanto, 300 conselheiros militares norte-americanos já chegaram ao país para ajudar o exército iraquiano a travar as aspirações do grupo sunita de criar um califado islâmico no Iraque e na Síria. (ionline.pt)

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