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Ataques norte-americanos com drones abriram “perigoso precedente”

Estes aviões não tripulados, comandados à distância, constituem uma ferramenta útil que “veio para ficar”, consideram os autores do documento

(D.R)
(D.R)

O recurso dos Estados Unidos a ataques com ‘drones’ contra suspeitos de terrorismo abriu um “perigoso precedente” passível de ser imitado por outros países e de desencadear conflitos, defendem ex-altos funcionários norte-americanos num relatório divulgado hoje.

Estes aviões não tripulados, comandados à distância, constituem uma ferramenta útil que “veio para ficar”, consideram os autores do documento, instando o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a levantar o secretismo em torno da sua utilização, a apertar as regras para o seu uso e a avaliar, de forma profunda, a verdadeira eficácia dos raides.

“O aumento do uso pode criar um terreno escorregadio passível de conduzir a contínuas ou mais amplas guerras”, refere-se no documento elaborado por um painel bipartidário, com o patrocínio do Centro Stimson, um ‘think tank’ com sede em Washington.

A utilização de ‘drones’ em ataques que ocorrem fora do camo tradicional de batalha “é suscetível de ser imitada por outros estados”, alimentando a instabilidade e agudizando “o risco de ampliar os conflitos em regiões em todo o mundo”, assinalam os antigos funcionários norte-americanos no documento.

A ‘task force’ que examinou os controversos ataques de ‘drones’ norte-americanos é composta por dez membros, incluindo, entre outros, o general de quatro estrelas na reserva John Abizaid, que chegou a ser o mais alto chefe militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente, e Rosa Brooks, antiga assessora jurídica no Pentágono que atualmente leciona Direito na Universidade de Georgetown.

“As práticas norte-americanas criam um perigoso precedente que pode ser aproveitado por outros estados”, dos quais “provavelmente nem todos se comportarão de forma escrupulosa como os funcionários norte-americanos”, realça o documento, citado pela agência AFP.

Aos olhos do resto do mundo, refere-se no documento, os Estados Unidos têm essencialmente reivindicado o direito de matar presumíveis membros da Al-Qaida ou seus aliados “em qualquer estado à face da Terra, a qualquer altura, com base em critérios e provas secretos”.

“Apesar de ser requerer secretismo antes e durante cada ataque, os ataques devem ser, regra geral, do conhecimento dos Estados Unidos depois de consumados”, destacam os autores do documento, no qual os antigos funcionários norte-americanos instam Obama a criar “uma comissão independente não partidária para rever a política” de utilização de aviões não tripulados.

Para os autores do relatório hoje divulgado é hora de a administração de Obama realizar “uma rigorosa e estratégica revisão e uma análise da relação custo-benefício” dos raides levados a cabo pelos ‘drones’, olhando para o impacto de anteriores ataques junto de grupos terroristas, das comunidades locais, da opinião pública e no quadro da cooperação com os seus aliados. (ionline.pt)

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