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Agricultura em África é discutida em Malabo

O Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, encontra-se desde ontem em Malabo, Guiné Equatorial, onde participa, hoje e amanhã, na 23ª cimeira da União Africana, que tem como tema principal a “Agricultura e segurança alimentar no continente”.

(Foto: Jaimagem)
(Foto: Jaimagem)

No encontro, cujo foco é a busca de soluções conjuntas para a auto-suficiência alimentar em África, Manuel Vicente representa o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

A presidente da Comissão da União Africana afirmou que a agricultura e a segurança alimentar são uma prioridade para o continente. Nkosazana Dlamini-Zuma, que falava na abertura da reunião de chefes de diplomacias africanas, disse que África pode ter sucessos na erradicação da pobreza e da fome se “actuar correctamente\”.

Uma análise voltada para “acções específicas\” entre os países e regiões do continente deve ser estabelecida, para estimular negócios no sector da agricultura e no processo de renovação dos esforços na irrigação, no desenvolvimento de sementes, nos mercados, infra-estruturas, comércio e outros aspectos.

Em face disso, a União Africana tem como objectivos duplicar a produtividade no sector, conseguir um crescimento anual sustentado do Produto Interno Bruto agrícola de pelo menos seis por cento e criar oportunidades de emprego na agricultura para 30 por cento dos jovens.

A cimeira deve adoptar uma Declaração sobre Crescimento da Agricultura e Objectivos até 2025. Os Chefes de Estado e de Governo começaram a chegar ontem a Malabo. Angola é representada pelo Vice-Presidente, Manuel Vicente.

Posição de Angola

Ainda em vésperas da cimeira, o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, manifestou a posição de Angola quanto à necessidade do continente africano “embarcar\” para a auto-suficiência alimentar. “Angola partilha a opinião daqueles que dizem que África tem uma oportunidade única para embarcar definitivamente para a auto-suficiência alimentar\”, disse.

Manuel Augusto defendeu que cada país deve fazer a sua parte, embora esteja cada vez mais evidenciado que as políticas comuns a nível do continente resultem numa nova dinâmica e até ajudem nesse processo.

“Para que possamos ter a auto-suficiência alimentar precisamos, não só da boa vontade, mas também do domínio das tecnologias apropriadas para podermos tirar o melhor rendimento dos nossos solos férteis e trabalhar na evolução da mentalidade do camponês africano que trabalha apenas para a agricultura de subsistência\”, notou.

Manuel Augusto falou do estado da agricultura no país e reconheceu que tem havido uma boa produção. O problema, disse, está no escoamento e distribuição. Defendeu, com efeito, a combinação de factores para que África possa atingir a segurança alimentar.

A nível do conselho executivo da União Africana foram discutidos aspectos relacionados com a agricultura, na sequência da reunião da comissão económica para África que lançou pistas sobre o que as Nações Unidas podem fazer para ajudar os países africanos a formularem políticas certas. Neste aspecto, a China tem sido até agora um paradigma a seguir.

Manuel Augusto sublinhou que a auto-suficiência alimentar é também uma forma de prevenir os conflitos. \”No fundo, se tivermos uma agricultura bem desenvolvida, temos emprego maciço, o que significa que temos menos uma causa para conflitos\”, frisou.

RCA e Sudão do Sul

Além do tema principal, “Agricultura e segurança alimentar no continente\”, os estadistas africanos ou seus representantes devem ainda analisar os conflitos na República Centro Africana (RCA) e no Sudão do Sul e as acções de terrorismo na Nigéria e no Quénia.  O secretário de Estado  anunciou a realização, em Malabo, de uma mini cimeira de concertação ao nível da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEAC), à margem da reunião da União Africana.

A reunião deve centrar a sua discussão na base da cimeira tripartida de Luanda, que reuniu os Presidentes de Angola, Chade e Congo. O encontro de concertação pretende redinamizar o processo de transição na RCA, adequando-o a alguns elementos novos que derivaram da experiência vivida até agora.  A reunião de concertação vai discutir também a situação no Sudão do Sul.

Manuel Augusto traçou o cenário naquele país como inacreditável, pois vive uma escalada de violência e assiste ao abandono das populações que se encontram sem meios para sobreviver.

“Precisamos de medidas que obriguem as partes beligerantes a assumirem os seus compromissos, sob pena de sofrerem as consequências\”, defendeu o dirigente angolano, para quem a África não vai poder assistir impávida e serena a uma completa tragédia humana num país que foi fruto do esforço da comunidade internacional. “Não se compreende que depois de pouco mais de dois anos de independência se esteja a assistir a essa tragédia\”, lamentou o secretário de Estado angolano das Relações Exteriores.

Representante da ONU

O secretário de Estado das Relações Exteriores teve terça-feira um encontro com o representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para África Central, Abdoulaye Bathily, que trabalha para o acompanhamento da situação política e de segurança nessa região do continente.

Abdoulaye Bathily está a aproveitar a sua passagem por Malabo para fazer os primeiros contactos com os países da região. Com Manuel Augusto, trocou impressões sobre o seu plano de trabalho e a visita que tem agendada para os países da região, a começar por Angola.

O secretário de Estado angolano disse que o que mais preocupa a liderança da África Central é a situação na República Democrática do Congo, enquanto centro de maior instabilidade na região, por concentrar uma série de forças negativas, o que afecta outros países da região.

Candidatura à ONU

Sobre a candidatura de Angola a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Manuel Augusto garantiu que corre tudo bem. Mas adverte que “uma eleição é sempre uma eleição\”.

Até ao último dia, assegurou, Angola vai continuar a trabalhar para que tenha uma votação que legitime o seu desejo de um novo mandato, esperando poder contribuir para um mundo melhor através da sua experiência na área de prevenção e resolução de conflitos. “Até Outubro, a nossa campanha vai continuar. Temos apoio da União Africana e de muitos países amigos\”, realçou o secretário de Estado das Relações Exteriores. (jornaldeangola.ao)

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