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República Centro-Africana: Mais de 50 mortos em confrontos em Bambari desde segunda-feira

Mais de 50 pessoas foram mortas desde segunda-feira em Bambari, no centro da República Centro-Africana, numa onda de violência desencadeada pelo massacre de 17 peuls muçulmanos, indicou hoje à AFP um oficial da força africana.

(Foto: Lusa)
(Foto: Lusa)

“Mais de 50 pessoas foram mortas desde dia 23 devido à onda de violência em curso na região de Bambari e nas aldeias circundantes. A maior parte das vítimas foram assassinadas com armas brancas e de fogo. Este é o balanço de vítimas provisório”, declarou o oficial, sob anonimato.

“Estes ataques são sobre os civis, mas há ataques que dão a impressão de esforços coordenados entre grupos armados”, militantes cristãos anti-balaka de um lado e ex-rebeldes maioritariamente muçulmanos Séléka do outro, precisou o oficial.

Soldados africanos da MISCA (sigla francesa para Missão Africana de Apoio à África Central) estão presentes em Bambari, onde a ex-rebelião Séléka instalou o seu novo estado-maior depois da sua partida da capital, Bangui, em janeiro de 2014, sob coerção de forças internacionais.

A violência é igualmente perpetrada “por indivíduos incontrolados e pequenos grupos. Os habitantes continuam a fugir para a catedral de São José e a guarda republicana está presente na residência do prefeito”, disse a mesma fonte.

Esta nova onda de violência começou na segunda-feira após o massacre de 17 pessoas, todas membros da minoria peul, mortas por jovens aramados que se identificaram como anti-Balaka após o ataque ao acampamento peul.

A MISCA realizou na terça-feira um ciclo de represálias e contrarrepresálias em Bambari e arredores devido ao massacre.

Há duas semanas, perto de 22 pessoas foram mortas por homens armados alegadamente ligados aos ex-Séléka e aos peuls armados na cidade de Liwa, no centro do país.

E na semana passada pelo menos dez corpos foram resgatados do rio Ouaka, perto de Bambari, com marcas de violência.

Até há umas semanas, esta região não era palco de nenhuns confrontos intercomunitários.

A República Centro-Africana vive uma crise sem precedentes há mais de um ano. Os ataques de grupos armados contra civis já fizeram milhares de mortos e centenas de milhares de desalojados.

Vários civis muçulmanos são obrigados a fugir face à violência das milícias anti-Balaka, enquanto em outras regiões a população cristã está sobre a ameaça constante de combatentes Séléka.

Num relatório publicado hoje, a Federação Internacional da Liga dos Direitos Humanos recorda que os crimes de guerra e os crimes contra a humanidade continuam a ser cometidos na República Centro Africana no centro de um “conflito de impunidade”, e os autores continuam a escapar em grande maioria devido ao falhanço do Estado centro-africano. (noticiasaominuto.com)

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