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Guine Equatorial: Angola comunga opinião de oportunidade única para auto-suficiência alimentar de África

Malabo (Dos enviados especiais) – Angola comunga da opinião de que a África tem uma oportunidade única para embarcar definitivamente para a auto-suficiência alimentar, declarou nesta quarta-feira, em Malabo, o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto.

Manuel Augusto - Secretário de Estado das Relações Exteriores (Foto: joaquina Bento)
Manuel Augusto – Secretário de Estado das Relações Exteriores (Foto: joaquina Bento)

O responsável, que chefia a delegação ministerial para a sessão preparatória da XXIII Cimeira da União Africana (UA), a decorrer quinta e sexta-feira, comentava o lema deste encontro de Cúpula, dedicado à “Auto-suficiência Alimentar” do continente.

Argumentou que a combinação de vários factores, incluindo a crise económica na Europa, pode facilitar que se atinja este desiderato, com a aplicação de políticas bem definidas e capazes de alavancar as potencialidades actualmente adormecidas.

Naturalmente, continuou, cada país tem de fazer a sua parte, mas é evidente que  políticas comuns podem ajudar a mais rapidamente e em conjunto para ultrapassar-se os constrangimentos vividos pelo Estados.

Manuel Augusto mencionou necessidades conjunturais, para que a África veja reflectidos os seus anseios de desenvolvimento, no domínio da agricultura, nomeadamente a aplicação de tecnologias apropriadas, para tirar mais proveito dos solos, que são férteis, à partida.

De igual modo, considerou necessário trabalhar na evolução da mentalidade do camponês africano, que se dedica ainda à agricultura de subsistência, assim como aumentar os investimentos, quer em infra-estruturas, quer em recursos humanos.

Assegurou que Angola, que participará nesta Cimeira com uma comitiva chefiada pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, em representação do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, vai dar a sua contribuição para que a África atinja a sua auto-suficiência alimentar, também como factor dissuasor para a prevenção dos conflitos que grassam pelo continente.

O ministro ressaltou ainda que outros pontos estarão em destaque, na sessão de estadistas, como sejam a questão da Região dos Grandes Lagos, com destaque para a situação na RDC, na República Centro Africana e no Sudão do Sul.

Particularizando a questão da RDC, disse que constitui o centro de maior instabilidade, já que aqui se concentraram grande parte das forças negativas, que influenciam não só a situação no país como em toda a região.

Já para a RCA, justificou que a grave catástrofe humanitária que se está a desencadear constitui uma opção de urgência da UA, apesar de, em primeira instância, caber à Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e à Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos.

Anunciou, a propósito, a realização de uma Cimeira de concertação da CEEAC, em Malabo, na sexta-feira, 26, para analisar a situação na base das decisões da mini-Cimeira que reuniu recentemente, em Luanda, os Presidentes de Angola, José Eduardo dos Santos, da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, e do Tchad, Idrissy Debi.

A iniciativa visa encontrar formas de redinamizar o processo de transição na RCA, adequando-o a elementos novos resultantes da situação vivida, até a data, informou ainda, completando que estará em análise a possibilidade de as decisões da CEEAC serem endossadas à UA, para que a organização possa também contribuir com medidas que impulsionem a resolução definitiva do diferendo.

No que concerne ao Sudão do Sul, disse que a situação obriga que a comunidade internacional, em particular a africana, adopte medidas urgentes e firmes, porque após dois acordos de paz nenhum deles está a ser respeitado, e o que se passa no terreno é indescritível do ponto de vista da violência e do abandono das populações, sem meios para sobreviver.

Salientou que as medidas devem obrigar as partes beligerantes a assumirem os seus compromissos, sob risco de sofrerem as consequências, por que a África não pode assistir impávida e serena a verdadeira tragédia que se regista, num país que foi fruto de um grande esforço da comunidade internacional, há não pouco mais de dois anos de independência.

A nível do Conselho de Segurança e Paz vai ser feita uma informação sobre o grau de aplicação dos compromissos de Addis Abeba, mas, desde já, sabe-se que a situação é lamentável, apontou.  (portalangop.co.ao)

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