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Israel volta a pedir a Washington que não coopere com o Irão

(Chip East- Reuters)
(Chip East- Reuters)

Benjamin Netanyahu aconselha EUA sobre estratégia contra Irão e ISIS no Iraque: “Enfraquecer ambos”

“Aquilo que estamos a ver hoje no Iraque e na Síria são os ódios gritantes entre xiitas radicais, liderados pelo Irão, e sunitas radicais liderados pela Al-Qaeda e o ISIS. Ambas as facções [do islão] são inimigas dos Estados Unidos. E quando os nossos inimigos lutam entre si, nós não reforçamos nenhum, enfraquecemo-los a ambos.”

É esta a opinião do primeiro- -ministro israelita, Benjamin Netanyahu, manifestada na noite de domingo (madrugada de ontem em Lisboa) no programa “Meet the Press”, do canal NBC.

Netanyahu, que há muito mantém relações tensas com a administração Obama, condena o acordo interino alcançado pela comunidade internacional com o Irão em Novembro para controlar o seu programa nuclear.

Mas a possível cooperação militar entre Teerão e Washington face aos recentes acontecimentos no Iraque, com os tradicionais inimigos a ponderarem uma acção conjunta para travar os avanços da insurreição sunita, é uma preocupação que Israel nunca julgou que viria a ter.

Netanyahu considera um “erro histórico” o acordo sobre o programa alcançado na condição de reduzir as sanções impostas pelo Ocidente ao regime de Hassan Rouhani, e vê o conflito do Iraque como a oportunidade perfeita para o principal inimigo obter armas nucleares.

“Penso que, de longe, o pior resultado [da situação iraquiana] é que um destes grupos, o Irão, saia disto com armas nucleares. Seria um erro trágico… tornaria todos os outros assuntos secundários”, disse Netanyahu ao canal americano.

Na quinta-feira, os Estados Unidos voltaram a repetir que o Irão pode desempenhar um papel construtivo no Iraque e confirmaram estar a negociar com o governo iraniano para que “não encoraje passos que façam o Iraque resvalar para um conflito”.

Antes da entrevista de Netanyahu, o aiatola Ali Khamenei, autoridade suprema do Irão, acusou Washington de estar a tentar reaver o controlo do Iraque ao explorar as rivalidades sectárias do país. Nas suas declarações ao país, Khamenei não comentou a observação feita pelo presidente Rouhani acerca dos benefícios de cooperar com o adversário norte-americano para defender o aliado mútuo. “Opomo-nos fortemente a uma intervenção dos EUA e outros [aliados] nos assuntos domésticos do Iraque”, disse o aiatola, que tem a palavra final sobre qualquer iniciativa proposta pelo governo. “A principal disputa no Iraque é entre aqueles que querem que o Iraque se junte aos EUA e aqueles que querem um Iraque independente. Os EUA têm como objectivo colocar os seus seguidores cegos no poder [no Iraque] já que não estão contentes com o actual governo.”

A semana passada, fontes da administração americana avançaram ao “New York Times” que estavam em conversações com líderes das facções xiitas e sunitas para encontrarem uma alternativa a Nouri al-Maliki. A pressão sobre o xiita, cujo sectarismo está a alimentar, em parte, a insurreição sunita no país, dizem essas fontes, ficou ontem mais perto de ser formalizada após a visita surpresa do secretário de Estado John Kerry a Bagdade. (ionline.pt)

por Joana Azevedo Viana

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