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Iraque: EUA convidam Malikia deixar liderança do governo

(REUTERS)
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Numa altura em que é notória a incapacidade das forças iraquianas para travarem os militantes sunitas, John Kerry chega a Bagdade para transmitir aos líderes iraquianos um apelo para que seja formado um governo mais inclusivo

Cerca de 70 pessoas morreram na manhã de ontem na sequência de um ataque dos militantes sunitas na província de Babel, 110 quilómetros a sul de Bagdade, a uma fila de veículos iraquianos que transportava reclusos entre duas cadeias. Pelo menos sete homens armados foram mortos no confronto com as forças de segurança e também entre os prisioneiros – originários das instalações de Qauat al Akrab, destinadas a detidos por terrorismo – houve 30 mortos.

Enquanto isso, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, chegou de surpresa a Bagdade, onde manteve reuniões com alguns líderes iraquianos para discutir a crise no país e para pressionar os responsáveis de todo o espectro político iraquiano para ultrapassarem as diferenças sectárias e étnicas para poderem impedir que o Iraque resvale para uma guerra civil com a fragmentação do território.

Com o exército do Iraque num esforço desesperado para fazer frente à insurreição sunita liderada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS) – grupo jihadista que nasceu de uma cisão na Al-Qaeda -, Kerry encontrou-se com figuras-chave iraquianas para transmitir pessoalmente a urgência de a liderança xiita abrir o sistema político e dar mais espaço aos seus adversários, antes que a crise varra de uma vez qualquer esperança numa paz duradoura.

O chefe da diplomacia dos EUA esteve reunido ao longo de quase duas horas com o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, tendo afirmado depois que tudo “tinha corrido bem”. Contudo, e embora não tenha havido ainda nenhuma declaração da Casa Branca indicando que Maliki devia dar o lugar a uma figura que crie menos divisões, os media citavam fontes diplomáticas iraquianas que dizem que essa mensagem já foi transmitida nos bastidores.

A chegada de Kerry a Bagdade ocorreu horas depois de as forças governamentais terem abandonado a fronteira com a Jordânia, deixando nas mãos dos militantes sunitas o controlo de toda a fronteira ocidental do país. As autoridades admitem também que os jihadistas forçaram os militares a abandonar o aeroporto de Tal Afar, pondo fim à resistência na ocupação desta cidade estratégica após dias de intensos combates. As tribos sunitas tomaram também o posto fronteiriço de Turaibil, o único ponto de travessia legal entre o Iraque e a Jordânia, e as tribos estão actualmente em negociações para entregar este posto ao ISIS, que entretanto assumiu o controlo de dois dos principais postos de fronteira que ligam o país à Síria. Na sequência destes últimos movimentos, o exército da Jordânia foi posto em estado de alerta.

Os avanços do ISIS no fim-de-semana expandiram consideravelmente o território sob o seu domínio no Iraque, apenas duas semanas depois de o grupo ter dado início à ofensiva, conquistando a segunda maior cidade do país, Mossul, praticamente sem ter disparado um tiro.

A campanha dos jihadistas é o passo mais ousado no sentido de realizar o sonho de implantar um estado islâmico abrangendo a Síria e o Iraque. O controlo das fronteiras com o país vizinho permite aos jihadistas fornecer aos seus combatentes envolvidos na luta com as forças leais a Bashar al-Assad as armas saqueadas dos armazéns iraquianos, melhorando as hipóteses dos militantes sunitas contra o governo alauíta da Síria.

Se o ISIS tiver êxito, pode mesmo estar em condições de provocar uma instabilidade ainda maior num já instável Médio Oriente, funcionando como um íman para jihadistas de todo o mundo. Para já, a vertiginosa campanha no Norte e no Oeste do Iraque deixou a nu as debilidades das forças treinadas pelo exército norte-americano, com as tropas iraquianas a fugirem perante a sombra dos militantes, deixando para trás armas, veículos e outro equipamento. Nalguns casos, no Oeste, nem foi preciso os militantes entrarem nas cidades, e para incitar à deserção bastaram as notícias sobre a queda de outras cidades iraquianas nas mãos dos jihadistas. (ionline.pt)

por Diogo Vaz Pinto

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