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Espanha: UGT sob investigação por alegada fraude e desvio de fundos públicos

Agentes da Guarda Civil espanhola iniciaram hoje uma ampla operação com rusgas em vários pontos da Andaluzia no âmbito de uma investigação sobre alegadas faturas falsas e desvio de fundos públicos que envolvem a central sindical UGT.

(Foto: Lusa)
(Foto: Lusa)

Em causa está uma ordem do tribunal 9 de Sevilha e inclui rusgas a várias empresas que alegadamente emitiram faturas falsas à UGT para justificar subsídios da Junta de Andaluzia.

Várias pessoas foram já detidas durante a operação de hoje, confirmaram fontes policiais.

No passado dia 13 de maio, o procurador de Sevilha, Maria José Segarra, emitiu um decreto em que adjudicava à juíza de instrução Mercedes Alaya a investigação sobre os alegados desvios das ajudas de 49,5 milhões de euros da Fundação Andaluza Fundo de Formação e Emprego (FAFFE).

A polémica arrasta-se há vários meses e levou mesmo, em novembro do ano passado, o secretário-geral da UGT na Andaluzia (Espanha), Francisco Fernández Sevilla, a demitir-se do cargo depois de várias semanas de pressão devido à polémica por vários casos de alegadas faturas falsas e desvio de fundos públicos.

O processo está ainda em segredo de justiça, mas multiplicaram-se notícias que envolvem a UGT em casos de faturas falsas e desvio de fundos públicos destinados a programas de formação de desempregados.

Um dos casos mais polémicos diz respeito à federação da UGT na Andaluzia que alegadamente distribuiu 700 malas falsificadas na China, idênticas às de uma conhecida marca espanhola, a participantes no congresso da organização em 2009, emitindo faturas falsas que depois remeteu para o Governo regional.

As malas e canetas de outra marca, também falsificadas, foram distribuídas no IX Congresso da UGT na Andaluzia, em que foi eleito Fernández Sevilla.

Além de distribuírem cópias de malas fabricadas por uma empresa espanhola, os responsáveis da polémica decisão remeteram o seu custo (mais de 100 mil euros) à Junta da Andaluzia, com faturas falsas, aproveitando-se de fundos da União Europeia.

Para camuflar o destino real dos fundos, a UGT usou subsídios que foram dados na altura para publicidade de programas de formação destinados a desempregados andaluzes (programa Formam XXI) e outros apoios para planos de mulheres e jovens. (noticiasaominuto.com)

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