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UNITA apela responsabilização criminal dos que desviaram os salários dos professores na Huila

Da UNITA, recebemos uma nota de imprensa que abaixo publicamos na íntegra:

(UNITA)
(UNITA)

Na Huila, o acto central das comemorações do 18 de Junho teve lugar na localidade de Kapunda Kavilongo, para onde se deslocou a comitiva do secretariado provincial, encabeçado pela sua titular, Amélia Judith Ernesto.

No discurso que proferiu perante a multidão que acorreu ao acto do 42º aniversário da existência da LIMA, Judith Ernesto destacou que a sempre valorizou a mulher enquanto companheira insubstituível do homem e também enquanto líder da maioria dos lares familiares, onde ela exerce o papel de âncora da felicidade.

“A questão da igualdade do género na UNITA não é mais uma questão de debate, mas tão-somente de acção. Desde os primórdios da existência da UNITA a mulher esteve sempre ao lado dos homens. A participação da mulher na luta de libertação nacional, na luta de resistência contra a invasão russo-cubana ao nosso país e ainda a sua participação efectiva na etapa actual da luta pela democratização do país petrifica cada vez mais a sua posição no seio do Partido e tornam a sua presença nas estruturas orgânicas, a todos níveis, não só indispensável, mas também insubstituível”, afirmou.

Para a dirigente da UNITA na Huila, no seio do seu partido, a questão da igualdade do género é também uma questão dos direitos humanos, argumentando que “não se pode falar dos direitos humanos e da justiça social enquanto houver uma alma que tenha tratamento subalterno”.

“Na UNITA, homens e mulheres são iguais perante a lei. Gozam dos mesmos direitos e têm para com a Pátria os mesmos deveres. Infelizmente, sabemos e constatamos, todos os dias, que ainda não é assim no nosso país”, apontou, acrescentando que “no nosso país é ainda bastante visível a diferença entre o homem e a mulher. Nas instituições públicas ou mesmo privadas nota-se a diferença de tratamento entre homens e mulheres, onde, geralmente os homens são mais considerados que as mulheres. Apesar de ser amplamente reconhecido que no nosso país, a mulher lidera a maioria dos lares devido a factores históricos e culturais, não existem políticas públicas tangíveis para dar cobertura a essa realidade”.

Segundo Amélia Judith Ernesto tal situação está na base da desagregação de muitas famílias.

“No campo e na cidade, a situação socioeconómico das famílias vem-se degradando cada vez mais. Não existem programas concretos de apoio às mulheres nas distintas dimensões em que elas encontram-se inseridas, como por exemplo, a mulher camponesa, a mulher quitandeira, a mulher comerciante, etc, etc. Nos lares, a mulher é ainda vítima da violência doméstica em grau bastante elevado por parte dos maridos muito por culpa de factores alheios à sua própria vontade”.

A dirigente partidária lamenta não haver também um programa de sensibilização dos homens para que estes tomem consciência positiva e acabem a violência contra a mulher e por isso, ela entende ser ainda longo o caminho a percorrer, para que a mulher angolana possa conquistar o seu verdadeiro lugar na sociedade.
“É um desafio que as mulheres têm de enfrentar para conquistarem o seu desenvolvimento multifacetado a fim de enfrentarem, com alguma capacidade, o mundo actual da globalização. Faço, por isso, um apelo a todas as mulheres desta magnifica localidade, as mulheres deste belo município da Chibia, as mulheres desta província da Huila, enfim, a todas as mulheres sejam elas camponesas ou funcionárias, rurais ou urbanas para se juntarem aos esforços da LIMA nessa luta pela conquista do desenvolvimento da mulher. O desenvolvimento da mulher representa o desenvolvimento das famílias”, afirmou, convidando também os homens a não se apartarem.

“É preciso que os homens ajudem as suas mulheres a combater a violência contra a mulher; é preciso ajudar os homens que ainda não reconhecem a igualdade de direitos às mulheres; é preciso combater as instituições que vêm a mulher como um ser do 2º grau. Este é um combate justo porque busca a justiça social. É um combate que conta com o apoio inequívoco da UNITA porque a justiça social faz parte dos valores da UNITA”, defendeu, sublinhando que o partido defende um país que oferece oportunidades a todos os seus filhos independentemente do sexo, da sua condição social ou da sua origem étnica ou local de nascimento.

De acordo com Judith Ernesto, a violência doméstica tem a sua origem na pobreza que assola as famílias angolanas.

“A violência doméstica passou a ser o modo de vida de muitas famílias. São os maridos contra as mulheres ou vice-versa; são os pais contra os filhos ou vice-versa; Precisamos de abrir os nossos olhos para descobrir de onde vem tanta violência que não havia antes. A resposta está aí. A violência doméstica de que somos vitimas, a violência que ouvimos e assistimos todos os dias tem origem noutra violência silenciosa que hoje está a elevar-se para patamares mais altos; trata-se da pobreza. Todos nós estamos a ser vítimas da violência da pobreza; todos nós estamos a ser violentados pelo estado angolano que instala nas nossas casas a pobreza; estamos a ser violentados pelo estado angolano que instala nas nossas casas a falta de pão, a falta de água potável, a falta de energia elétrica, etc etc. É o que se está a passar; a pobreza instalada nas nossas casas por causa das políticas públicas erradas do governo nos coloca em conflito permanente nos nossos lares”, argumentou a dirigente da UNITA na Huila.

A dirigente da UNITA disse lamentar que partidos como MPLA que lutou contra o colonialismo esteja contra a democracia. Inscreveu nos seus estatutos, nos seus programas a democracia para enganar os angolanos. A sua verdadeira essência é a ditadura, é exclusão, é o tribalismo, é o regionalismo e todas outras formas de discriminação. Apostam na ignorância do povo para melhor reinarem. Ainda assim intitulavam-se de únicos representantes do povo angolano.

“Foi contra isso que a UNITA se bateu até que em 1991 foi instalado em Angola um Estado plural e democrático. Só que para algumas forças políticas, esse seria mais um exercício para distrair os angolanos e a ditadura continuaria a vigorar. É por isso que se assustam com todos os movimentos que um estado de direito oferece à cidadania”, disse.

Falando da realidade da província da Huila, Judith Ernesto precisou que assistimos nos últimos dias a paralisação das aulas no ensino geral público, devido a greve dos professores que reivindicam a igualdade nas remunerações salariais. A igualdade de todos angolanos está consagrada na Constituição da República de Angola (CRA); o direito a greve é um direito consagrado na Constituição da República de Angola (CRA); a greve é um instrumento de reivindicação dos nossos direitos quando eles são violados.

Infelizmente, aqueles que pensam que existem angolanos de primeira e angolanos de segunda não pensam assim. Ao invés de resolverem as justas reivindicações dos professores estão a acusar a UNITA de incitar a greve.

“A UNITA não tem necessidade de incitar a greve; porém, na UNITA temos compromisso com a democracia; temos compromisso com a igualdade de todos angolanos. Se uns ganham mais e outros ganham menos e exercem a mesma actividade têm direito de reivindicar sim, senhor. Enganaram-se aqueles que pensavam que o povo angolano ficaria ignorante para todo sempre. O combate libertador da UNITA teve o mérito de despertar as consciências dos angolanos e hoje o angolano, professor ou enfermeiro, mecânico ou camponês está a conhecer os seus direitos”, disse, sublinhando não valer a pena criar fantasmas em torno da reivindicação dos professores.

“É o despertar das consciências e o conhecimento dos nossos direitos constitucionalmente consagrados que conduz à greves. São as desigualdades visíveis, a todos os olhos, que conduzem à greves; é o enriquecimento ilícito dos dirigentes em detrimento do pagamento de salários condignos que conduz a greves. É isso que a Constituição manda”, enfatizou a dirigente provincial da UNITA na Huila, que é a favor da responsabilização criminal daqueles que desviam os fundos públicos que deviam destinar-se ao pagamento de salários condignos e não as vítimas dos desvios.

Relativamente ao Censo Populacional e Habitacional que decorreu em todo o país, Amélia Judith tem a seguinte sugestão: “Confirmado então onde estamos e quantos somos cada angolano espera que as condições sociais básicas melhorem”.

“Está na hora de os gestores deste país e da província traçarem políticas claras para enfrentar os efeitos destes fenómenos e que definitivamente as soluções sejam práticas e exequíveis.”, suplicou”. (unitaangola.org)

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