InicioAngolaSíria: Últimas armas químicas declaradas por Damasco saíram hoje do país

Síria: Últimas armas químicas declaradas por Damasco saíram hoje do país

Os produtos tóxicos que restam estão, segundo as autoridades sírias, reunidos num único local, seguro, e não puderam ser retirados ainda por razões de segurança

(Foto: Lusa)
(Foto: Lusa)

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) anunciou hoje a saída da Síria das últimas armas químicas declaradas pelo regime à comunidade internacional, podendo iniciar-se o processo de destruição.

“No momento em que vos falo, o navio (que transporta as armas químicas) acabou de sair do porto de Latakia”, disse em conferência de imprensa o diretor executivo da OPAQ, Ahmet Uzumcu.

“A retirada das reservas de precursores e outros produtos químicos era uma condição fundamental do programa de eliminação das armas químicas sírias”, acrescentou.

Até hoje, a Síria tinha retirado cerca de 92% das 1.300 toneladas de armas químicas que declarou, no âmbito de um acordo entre a Rússia e os Estados Unidos.

Os 8% que faltavam foram retirados hoje através do porto de Latakia num navio dinamarquês que vai transferir as mais perigosas para um navio norte-americano especialmente equipado para as destruir por hidrólise. As outras serão destruídas na Finlândia, nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Os produtos tóxicos que restam estão, segundo as autoridades sírias, reunidos num único local, seguro, e não puderam ser retirados ainda por razões de segurança.

“Esperamos terminar em breve a clarificação de certos aspetos da declaração síria e começar a destruição de algumas estruturas utilizadas para produzir armas químicas”, disse o diretor executivo da OPAQ.

A Síria adotou a convenção sobre a proibição de armas químicas em outubro de 2013, no âmbito de um acordo entre os Estados Unidos e a Rússia para evitar uma intervenção militar norte-americana de resposta à utilização por Damasco de gás sarin num ataque que fez 1.400 mortos.

A retirada das armas foi concluída com vários meses de atraso em relação ao calendário previsto, o que impossibilita o cumprimento do prazo de 30 de junho para a destruição de todas as armas químicas sírias. (ionline.pt)

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