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Silva Carvalho quer demissão de Mota Pinto da fiscalização das secretas

Silva Carvalho diz esperar que deputado “não tenha acesso a relatórios com informação privilegiada sobre bancos”

(Foto: Tiago Petinga)
(Foto: Tiago Petinga)

O ex-director do SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) Jorge Silva Carvalho defende que o deputado Paulo Mota Pinto – apontado para presidente do Conselho de Administração do BES – já se devia ter demitido do cargo de presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa.

Paulo Mota Pinto veio afirmar que, caso seja eleito para a presidência do Conselho de Administração do BES, renunciará ao mandato na Assembleia da República – onde é também presidente da comissão parlamentar de Assuntos Europeus – e à presidência do Conselho de Fiscalização das secretas. “Caso seja eleito, quando iniciar essas funções cessarei de imediato o exercício das funções públicas que venho exercendo”, garantiu o deputado, na última sexta-feira, numa declaração à agência Lusa.

Para Jorge Silva Carvalho, esta será uma saída tardia. “O deputado Mota Pinto, no mínimo, depois de conhecida a notícia, já deveria ter pedido a demissão do cargo”, escreveu ontem o antigo director do SIED. “Espero que no exercício das suas funções, desde então, não tenha acesso a relatórios com informação privilegiada sobre bancos, mercados onde o BES tenha negócios, entre muitas outras coisas…!”, defendeu o ex-espião no Facebook.

Evocando o “período de nojo” imposto aos funcionários das secretas, na transição daqueles serviços para o sector privado, Jorge Silva Carvalho questiona porque é que este regime não é extensivo a outras funções. “Porque é que os membros do Conselho de Fiscalização, que têm acesso a toda a informação classificada dos serviços não são abrangidos…tal como os membros do governo, destinatários preferenciais da mesma?”.

O ex-dirigente das secretas sustenta que, num e noutro caso, há um acesso privilegiado à informação dos serviços secretos, mais até que o dos próprios espiões. “Há funcionários dos serviços de informações que jamais terão, em todas as suas carreiras, acesso ao nível de informação disponível para os membros do Conselho de Fiscalização ou, bem assim, para alguns membros do governo”, afirma Silva Carvalho. Recorde–se que o ex-director do SIED é arguido num processo crime por acesso indevido a dados pessoais, abuso de poder e corrupção passiva, devido a informações que alegadamente mandou recolher no SIED e passou à Ongoing, grupo privado para o qual transitara como administrador.

Eleito pelo parlamento Mota Pinto lidera o Conselho de Fiscalização (um organismo com três membros, eleitos por maioria de dois terços dos deputados) desde Março de 2013. O também deputado do PSD é o nome proposto para presidente do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo que será proposto à Assembleia Geral do BES, marcada para 31 de Julho próximo. (ionline.pt)

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