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Moçambique Guebuza alerta para necessidade imediata de banir minas terrestres

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, avisou hoje, perante mais de 800 delegados numa conferência internacional sobre minas terrestres, em Maputo, que “não há espaço” para a humanidade esperar mais 15 anos para se livrar deste tipo de engenhos.

(Foto: Lusa)
(Foto: Lusa)

No discurso de abertura da 3.ª Conferência de Revisão de Maputo do tratado internacional sobre desminagem, nascido em 1999 em Otava, Armando Guebuza elogiou os progressos nos últimos 15 anos e apelou para um rápido compromisso de todos os estados com vista a “um mundo livre de minas”, tema da reunião hoje iniciada na capital moçambicana.

“Depois dos sucessos alcançados nos últimos 15 anos, não deve haver mais espaço para que a humanidade permaneça mais uma década e meia antes da conclusão da implementação plena desta convenção em todos os países do mundo”, afirmou.

No seu discurso de abertura, Guebuza lembrou que, há 15 anos, o tratado internacional foi subscrito por 45 países e que, nesta 3.ª Conferência de Revisão, estão representados 161.

“Isto representa um marco histórico no contexto da promoção do Direito Internacional humanitário e uma demonstração inequívoca da determinação de todos os países”, assinalou o chefe de Estado Moçambicano, observando também que, “pelas suas nefastas consequências, as minas foram catapultadas de notas de rodapé da agenda mundial para o estrelato da diplomacia internacional”, confirmado pelo Nobel da Paz, em 1997, à norte-americana Jody Williams e à Campanha Internacional para a Erradicação de Minas.

Armando Guebuza referiu a experiência do seu país, reafirmando o “compromisso, engajamento e sintonia com empenho global visando a eliminação total das minas antipessoais”.

A propósito, referiu que Moçambique deverá ser o primeiro dos cinco países mais afetados por minas antipessoais do mundo a cumprir as suas obrigações no âmbito da Convenção de Otava, tendo atualmente 90% dos seus distritos desminados.

“Convidamos a comunidade internacional a continuar connosco nesta reta final em que nos encontramos e que em conjunto possamos celebrar um Moçambique livre de minas”, declarou.

O chefe de Estado moçambicano recordou que num conflito as minas terrestres desempenham funções claras, mas “elas não sabem ler contextos nem acordos de paz assinados entre as partes beligerantes”.

“Por isso, quando são plantadas, esperam pacientemente por explodir. Essa explosão provocada inadvertidamente por uma pessoa, um animal ou uma máquina pode resultar em mortes, mutilações, destruição, pânico generalizado e inviabilização de projetos sociais e económicos”, destacou.

Guebuza lembrou ainda que é fácil calcular o custo de produção de uma mina mas não o da sua explosão ou remoção.

“É uma operação financeiramente dispendiosa que os nossos orçamentos não estão sempre em condições de suportar, e mesmo que estivessem , estaríamos sempre perante um desvio de recursos que outros setores clamam”, disse.

Mais de 800 delegados dos 161 países signatários da convenção de Otava reúnem-se entre hoje e 27 de junho para avaliar os progressos e delinear a estratégia para acabar de vez com estes engenhos.

A produção e utilização de minas terrestres praticamente terminaram, 15 anos após a convenção de Otava, segundo um relatório da Campanha Internacional de Erradicação de Minas, divulgado hoje em Maputo.

O documento apresenta um panorama otimista e desafia os Estados representados na capital moçambicana a garantirem que, até 2025, nenhumas forças armadas usem este tipo de engenhos e todo o mundo esteja desminado numa década. (noticiasaominuto.com)

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